Desafios do combate à obesidade infantil
Enviada em 19/09/2019
Há alguns anos o Brasil lutava para acabar com a fome, que segundo dados da ONU (Organização das Nações Unidas), entre 2003 a 2012, o país conseguiu reduzir à metade a porcentagem de sua população que sofre com a fome, cumprindo assim um dos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio (ODM). No entanto, nos últimos anos, outro problema vem assolando o território brasileiro, o da obesidade infantil, a qual já atinge 9,4% das meninas e 12,7% dos meninos, segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), ocasionado por sedentarismo e má alimentação, causando muitos problemas de saúde.
Sendo assim, é importante ressaltar que esta doença é fruto de uma má alimentação aliada ao sedentarismo, na qual ambos normalmente estão relacionados aos pais, que acabam influenciando seus filhos aos maus hábitos, tendo em vista que segundo pesquisa feita pela Peninsula Medical School, os especialistas concluíram que mães obesas apresentaram dez vezes mais probabilidade de ter filhas obesas e, entre pais e filhos, a probabilidade foi seis vezes maior. Os pesquisadores acreditam que provavelmente o vínculo não é de ordem genética e sim comportamental.
Nesse contexto, outro ponto importante na questão da obesidade, é o fato da saúde, pois como informa Michele Lessa, coordenadora de alimentação e nutrição do Ministério da Saúde, uma criança obesa tem 80% de chance de se tornar um adulto obeso. Além disso, a obesidade está associada a 26 doenças crônicas, como, por exemplo, pressão alta e diabetes tipo 2. Outro fator que corrobora, é a falta de atividade física, tal como mostra a pesquisa feita pela OMS, de que em todo o mundo, 80% dos adolescentes não praticam exercícios com frequência e intensidade adequadas para sua faixa etária. Portanto é de extrema importância que o Governo, junto ao Ministério da Saúde e da Educação, tomem providências o quanto antes, como, por exemplo, palestras em sala de aulas, que devem ser ministradas por médicos, nutricionistas e psicólogos , para alertar as crianças e os adolescentes sobre os riscos e consequências da obesidade, além de ensinarem como se alimentar melhor e seus benefícios. Outra medida cabível por parte dos Ministério da Saúde, seria por meio de profissionais da área da saúde, através de palestras gratuitas em teatros ou praças, para que os pais também possam aprender a se alimentar melhor e saber dos riscos da obesidade, além de enfatizar a importância do exercício físico diariamente.