Desafios do combate à obesidade infantil
Enviada em 23/09/2019
O existencialismo, corrente filosófica do século XXI, disserta sobre a necessidade de agir em união para reverter determinado panorama. Nesse contexto, a obesidade infantil configura-se como um desafio social que necessita de ações conjuntas de órgãos competentes para que seja resolvido. Assim, faz-se profícuo observar a negligência do núcleo familiar e a lacuna da esfera de saúde pública, a fim de resolver esse impasse.
A priore, é imperioso destacar que as crianças com excesso de peso, são os resultados do descaso dos familiares dos jovens, no que concerne à oferta colossal de alimentos de auto teor calórico. Sob essa ótica, a sociedade brasileira recebe forte influência do modo de vida norte-americano, em que a geração “fast-food” passa a consumir cada vez mais produtos gordurosos e industrializados como, por exemplo, batatas-fritas, hambúrgueres e pizzas. Por isso, sem o controle dos pais quanto à ingestão desses alimentos, torna-se complexo evitar o surgimento de comorbidades relacionadas à essa condição corporal na infância.
Outro fator relevante, nessa abordagem, referente à obesidade infantil, deriva, ainda, da lacuna do sistema de saúde pública que contribui para a persistência dessa mazela na comunidade pueril. Acerca disso, é pertinente trazer à discussão as complicações que adiposidade corporal precoce acarreta no desenvolvimento juvenil como: diabetes e hipertensão, fato que compromete a saúde dos mais novos. Assim, é substancial a alteração desse cenário a fim de que se possa resolvê-lo.
Destarte, conforme o ideário existencialista supracitado, é mister a atuação concomitante da Família e do Ministério da Saúde para combater esse desafio. Para mitigar a condição do excesso de gordura corporal nas crianças é preciso que os agentes de saúde orientem os pais a tornarem-se exemplos para os filhos quanto à alimentação saudável, oferecendo opções mais nutritivas e menos calóricas como: frutas e alimentos orgânicos, além de promover campanhas de conscientização nas escolas e espaços públicos de grande circulação como praças e “shoppings.”