Desafios do combate à obesidade infantil
Enviada em 27/09/2019
Com a Revolução Industrial, iniciada na Inglaterra no século XVIII, que trouxe o aumento de alimentos comercializados e a criação de tecnologias cada vez mais acessíveis, os indivíduos das novas gerações estão crescendo, em geral, obesos e preguiçosos. Prossegue a isso, dados do Ministério da Saúde no qual afirma que uma a cada três crianças brasileiras entre 5 a 9 anos de idade está com excesso de peso.
Em primeira analise, comer de maneira equivocada é o principal erro que leva à obesidade, sendo a infância uma fase muito propícia a isso, facilitando o aparecimento de doenças, ligadas direta ou indiretamente ao peso excessivo, no decorrer da vida, como diabetes, colesterol alto, hipertensão, cardiopatias, pressão alta, entre muitas outras. Além de que, o bullying pode estar presente no cotidiano dessas crianças, trazendo também problemas psicológicos, como baixa autoestima e até depressão. Esse contratempo é ainda mais evidente com a afirmação da nutricionista Mariana Ravagnolli: “Pela primeira vez na história, as crianças têm uma expectativa de vida menor que a de seus pais por conta de uma alimentação inadequada”.
Há que ressaltar, também, que de acordo com o sociólogo francês, Émile Durkein,o indivíduo só poderá agir na medida em que aprender o contexto em que está inserido. É notório que, a mídia consumista tem figurado desde cedo na mente das crianças, que os seus produtos industrializados são mais bonitos, chamativos e saborosos, através de comerciais que apelam para os “fast food”, e seus derivados não saudáveis. Infelizmente, muitos garotos e garotas já são induzidos e bombardeados a partir da sua fase de formação mental, opinativa e também do paladar, prejudicando assim sua percepção geral sobre o seu estilo alimentar que será modelo para toda a sua vida.
Dessa forma, portanto, percebe-se que são necessários meios de combater a obesidade infantil. Para que desde cedo as crianças tenham uma alimentação saudável, ainda nas maternidades, as mães devem ser orientadas a partir da gestação, até ao nascimento, de como alimentar seus filhos nos primeiros meses e no decorrer dos anos de vida. Sendo assim, é bastante viável a inclusão de tratamentos com nutricionistas contra o excesso de peso nos planos de saúde. Além do mais, devem ser criadas e aprovadas pelo poder legislativo, leis que exijam o proporcionamento de no mínimo um esporte para cada criança obesa da população, no qual seja ensinado e praticado em escolas destinadas apenas para esse fim. E então, ter-se-á uma futura geração mais saudável e livre de inúmeras doenças.