Desafios do combate à obesidade infantil

Enviada em 27/09/2019

Segundo o Ministério da Saúde (MS), na década de 1970, o principal entrave contra o desenvolvimento dos infantes brasileiros era a desnutrição. Todavia, na contemporaneidade, a obesidade infantil substituiu esse empasse, tendo em vista que, de acordo com dados do Instituto Brasileiro de Pesquisa e Estatística (IBGE), 33% das crianças, no país, apresentam sobrepeso e 15% são obesas. Por isso, torna-se necessário o debate acerca dos desafios dessa temática que é de saúde pública.

Em primeira análise, é importante salientar que, na primeira infância, são os pais que determinam a seleção de alimentos para seus filhos. Conforme o documentário brasileiro Muito Além do Peso, 32,5% das crianças menores de 2 anos já consomem regulamente refrigerante e outros nutrientes açucarados durante a semana. Isso ocorre pelo fato de que, na maioria dos casos, o responsável tem seu cotidiano cheio de afazeres e ao chegar ,em casa, disponibiliza ao infante alimentos mais práticos, entretanto com alto teor calórico. Dessa forma, essas comidas superprocessadas, em excesso, contribuem para a manutenção  e aumento da taxa de obesidade infantil no país.

Em segunda análise, destaca-se a carência de atividades físicas entre as crianças o que pode ocasionar o sedentarismo. Consoante pesquisa realizada pela Organização Mundial de Saúde (OMS), ao chegar aos 18 anos, um jovem poderá ter passado cerca de três anos em frente a um celular, um tablet ou  uma televisão. Isso ocorre pela ausência de incentivo a pática de exercícios físicos desde a primeira infância. Sendo assim, até mesmo as brincadeiras de ruas que possibilitam o movimento muscular dos infantes, por exemplo, pega-pega e pique-esconde são trocadas por horas no vídeo game.

Portanto, para que os índices de obesidade infantil decaia é necessário que o Estado intervenha. Nesse Sentido, o Ministério da Educação em parceria com o Ministério da Saúde deve ministrar palestras no âmbito escolar, tanto particular como público, desde a primeira infância, e que visem o incentivo das atividades físicas, por meio de diálogos com a ajuda de professores de educação física e especialistas na área da saúde ,com a participação dos estudantes e pais, com a finalidade de que aumente a pratica dos exercícios físicos entre as crianças. Além disso, o MS deve estabelecer aulas de educação alimentar dos infantes desde o pré-natal, com o fito de que os responsáveis possam determinar com mais cautela a seleção de alimentos mais saudáveis para seus filhos.