Desafios do combate à obesidade infantil

Enviada em 10/03/2022

Segundo o Ministério da Saúde, 3,1 milhões de crianças menores de 10 anos estão com sobrepeso no Brasil. Nesse sentido, na conjuntura contemporânea, nota-se desafios no combate à obesidade infantil, em decorrência dos maus hábitos alimentares, desde os primeiros anos de desenvolvimento desses cidadãos. Nesse contexto, urge analisar como a publicidade exacerbada e o sedentarismo impulsionam tal problemática.

Convém ressaltar, a princípio, que a obesidade infantil está intrinsecamente relacionada ao excesso de publicidade da indústria alimentícia voltada para o público infanto-juvenil. Nesse viés, a Constituição Federal de 1988 considera abusivo e ilegal os conteúdos públicitários com o intuito de persuardir crianças e adolescentes a consumirem determinados produtos. Entretanto, mesmo com a legislação vigente os anúncios que instigam o imaginário infantil continuam a circular na esfera social e, consequentemente, estimulam diariamente esses indivíduos a consumirem alimentos de baixo valor nutricional, os quais contribuem para o aumento de peso na infância.

Outrossim, vale salientar como os hábitos sedentários favorecem a persistência desse grave cenário de obesidade infantil. De acordo com a Organização Mundial da Saúde, o tempo máximo que uma criança deve passar em frente a uma tela, como o celular e a televisão, é de três horas por dia. Contudo, esses cidadãos consomem horas de desenhos e jogos diante desses mecanismos tecnológicos e não realizam nenhuma atividade física. Por conseguinte, essa prática associada à uma alimentação irregular propiciam o desenvolvimento de problemas de saúde, como a hipertensão, diabetes e a obesidade.

Infere-se, portanto, que é imprescindível adotar medidas estratégicas para suprimir a obesidade infantil no âmbito social. Logo, cabe ao Poder Legislativo - órgão responsável pela elaboração e revisão das normas - desenvolver um projeto de lei que vise restringir o uso de publicidade infantil nos rotúlos de alimentos e na mídia, em virtude do mínimo senso crítico das crianças. Isso deve ser feito por meio da aprovação pelo Congresso Nacional, a fim de evitar que o público infanto-juvenil consuma alimentos hipercalóricos e desenvolva problemas de saúde.