Desafios do combate à obesidade infantil
Enviada em 03/10/2019
No filme A fantástica fábrica de chocolate, Augustus, perde desafios por não conseguir controlar seus impulsos de comer desenfreadamente. No cenário brasileiro, a realidade não tem sido muito distinta. Os altos índices de obesidade cresceram exageradamente. Tal fato se evidencia, não só pelos maus hábitos durante a infância, mas também a publicidade.
Em primeiro lugar, é válido ressaltar a importância de um ótimo hábito alimentar desde a infância. Nesse sentido, a criança desde cedo quando educada sobre os malefícios de comidas como: “Fast Foods”, salgadinhos e refrigerantes, diminuem as chances da criança se tornar obesa e consequentemente, adquirir diversas doenças como: diabetes, hipertensão, colesterol alto, etc. De acordo com Maria Paula de Albuquerque, gerente médica do Cren, entrevistada pela BBC, “A alfabetização do paladar é uma das coisas mais importantes a se ensinar às crianças em seus primeiros três anos”. Desse modo, nota-se que é necessário que os pais se atentem sobre a educação alimentar na infância para não gerar danos à saúde.
Além disso, é necessário salientar a publicidade como impulsionadora da obesidade infantil. Nesse sentido, devido a propagandas de produtos ultraprocessados que geram nocividade à saúde, dificultam o combate à obesidade infantil, pois provocam o sentimento de necessidade de adquirir tal produto para satisfazer o paladar. Segundo a revista on-line BBC, “Pela primeira vez na história, as crianças tem uma espectativa de vida menor que a de seus pais por conta de uma alimentação inadequada”, afirma Ravagnolli, especialista no assunto. Logo, nota-se que as propagandas estimulam o consumo exacerbado.
Infere-se, portanto, que são necessárias medidas para diminuir as taxas de obesidade no Brasil. A Organização Mundial da Saúde(OMS), deve atuar em conjunto com o Ministério da educação (MEC), para por meio de propagandas televisivas, informar os malefícios de uma má alimentação, podendo gerar doenças que dificultam e diminuam a qualidade de vida do indivíduo. Outrossim, a Organização Mundial da Saúde (OMS) deve instituir, junto ao Governo Legislativo, uma proposta de lei para existir certo limite nas propagandas televisivas em relação aos produtos que geram malefícios para a saúde, visando atentar o consumidor sobre as consequências negativas do produto. Só assim, a obesidade infantil diminuirá no Brasil.