Desafios do combate à obesidade infantil
Enviada em 03/10/2019
A obesidade é uma consequência do instinto animal humano ao acumular energia, na forma de lipídio e carboidrato, para situações extremas. Com a sedentarização do mesmo era de se esperar que o problemas fosse minimizado, mas a influencia da indústria alimentícia e a falta de hábitos alimentares saudáveis, o impediram e foram determinantes para o estilo de vida das crianças que adquirem mais consequências da obesidade infantil.
Em primeira abordagem é válido parafrasear o filósofo Kant na ideia que o homem é aquilo que a educação o fez. Seria lógico pensar, que ao viver na era da informação os tabus seriam questionados. Entretanto, a ciência prova que mulheres que engordam muito na gravidez, tem o risco 80% maior de ter filhos com sobrepeso e aptos a desenvolverem doenças, porém o que a sociedade divulga é a necessidade da grávida em comer de forma exacerbada, pois esta a fazer por dois. Assim, a falta de planejamento familiar aliado a desinformação culmina em pais que não sabem o impacto que possuem com seus filhos, desde a gestação a criação de hábitos saudáveis durante a infância, os quais são de extrema importância para o restante da vida do indivíduo.
É importante salientar, ainda, que o abuso da indústria alimentícia ao período classificado como “modernidade líquida”, por Zygmunt Bauman, é um desafio no combate a obesidade infantil. A sociedade passa por um momento em que as relações sociais são fluidos e inconstantes. Nesse contexto, essas características são repassadas a outros âmbitos da vida, tornando-a acelerada. À vita disso, a indústria alimentícia estimula a compra de alimentos ultra processado, que na maioria das vezes, estão associadas a imagem de felicidade e com informações nutricionais de difícil acesso na embalagem que ao serem compradas chegam na alimentação das crianças.
Entende-se, portanto, que a obesidade infantil é um problema que possui desafios e são determinados pelas atitudes dos adultos. Para sanar os mesmo é necessário que os futuros pais se planejem a fim de entender as influências que possuiriam sobre seus filhos e se informem sobre a importância e os impactos de uma vida com equilíbrio, para tornar hábitos saudáveis um estilo de vida aos filhos. A Anvisa precisa tornar mais acessível aos olhos e explicativo os rótulos nutricionais dos alimentos, com o objetivo de informar sobre o consumo e possíveis consequências de seu uso. O Conselho de Autorregulação precisa questionar a atrelação vigente de alimentos como “coisas” que conferem a ideia de felicidade, com o intuito de tornar a alimentação uma necessidade corporal como ir ao banheiro.