Desafios do combate à obesidade infantil
Enviada em 06/10/2019
Na obra “Utopia”, do escritor inglês Thomas More, é retratada uma sociedade perfeita, na qual o corpo social padroniza-se pela ausência de conflitos e problemas. No entanto, o que se observa na sociedade contemporânea é o oposto do que o autor prega, uma vez que a obesidade infantil apresenta barreiras, as quais dificultam a concretização dos planos de More. Esse cenário antagônico é fruto tanto do pouco estímulo a prática de atividade física, quanto do uso excessivo de propaganda por parte da indústria de fast food. Diante disso, torna-se fundamental a discussão desses aspectos, a fim do pleno funcionamento da sociedade.
Primeiramente, é importante pontuar que a obesidade tem como um dos fatores a baixa atuação dos setores governamentais, no que se refere à criação de mecanismos que coíbam tais recorrências. Segundo o pensador Thomas Hobbes, o estado é responsável por garantir o bem-estar da população, entretanto, isso não ocorre no Brasil. Devido à falta de atuação das autoridades, as crianças e adolescentes estão se tornando cada vez mais sedentárias. Motivados pela falta de oportunidade, esses jovens vem priorizando o conforto de um dia ligado a gadgets à os benefícios da atividade física, como a queima de calorias e a fortificação óssea. O que junto com uma alimentação desregulada favorece o aumento da gordura corporal.
Ademais, é imperativo ressaltar o uso de propagandas pelo setor alimentar como promotor do problema. De acordo com uma pesquisa feita pela Universidade Estadual do Michigan, crianças com idades entre 3 e 5 anos que reconheciam logos de redes de fast foods, tinham um maior Índice de Massa Corporal. Partindo desse pressuposto, mostra-se considerável um maior controle parental diante daquilo a que o seus filhos estão expostos, visto que com o objetivo de uma maior lucratividade, a indústria usara de qualquer artifício, sem se preocupar com supostos danos por ela causados.. Tudo isso retarda a resolução do empecilho, já que o uso excessivo de tal influencia contribui para a perpetuação desse quadro prejudicial.
Assim, medidas exequíveis são necessárias para conter o avanço da problemática na sociedade brasileira. Dessarte, com o intuito de mitigar os problemas de saúde consequentes, necessita-se, urgentemente, que o Tribunal de Contas da União direcione capital que, por intermédio do Ministério do Esporte em conjunto com as prefeituras, será revertido na criação de quadras esportivas, de modo a estimular a pratica de exercícios. Desse modo, atenuar-se-á , em médio e longo prazo, o impacto nocivo da obesidade infantil, e a coletividade alcançará a Utopia de More.