Desafios do combate à obesidade infantil

Enviada em 06/10/2019

A obesidade infantil traz todos os anos uma série de malefícios para a saúde da criança e, infelizmente, ainda há desafios no combate dessa problemática. Isso se deve, sobretudo, a inércia estatal e a falha educacional nas escolas. Desse modo, é urgente a reversibilidade do cenário em questão.

Em primeiro lugar, destaca-se a omissão do Estado em relação à manipulação de crianças por meio de propagandas alimentícias. Nesse sentido, Friedrich Hegel, importante sociólogo, defende a ideia de que o Estado deve proteger seus “filhos”. Desse modo, percebe-se que a ideia de Hegel encontra-se deturpada, visto que o governo não impõe leis eficazes que combatam tal ação, o qual contribui para o aumento das taxas de obesidade infantil. Com isso, as crianças estariam vulneráveis às artimanhas publicitárias, tendo em vista que elas possuem um baixo senso crítico para escolher uma boa alimentação.

Destarte, a ausência de uma educação alimentícia em boa parte das escolas, sobretudo, públicas, é um dos causadores da problemática. De acordo com o escritor Rubem alves, as escolas podem ser comparadas a asas ou gaiolas, haja vista que os centros de ensino podem promover grandes voos ou um estado de alienação. Seguindo essa ideia, à falta de uma educação alimentar configura-se em uma gaiola, tendo em conta que as escolas é o “berço” do conhecimento e, a partir do momento em que a base educacional encontra-se inconclusa, a criança tende a ser manipulada através de mecanismos midiáticos, a consumir alimentos pouco nutritivos. Nesse sentido, a obesidade infantil torna-se um desafio para a saúde pública, pois, a os hospitais não possuem recursos suficientes para a crescente demanda de pessoas doentes.

Faz-se necessário, portanto, a reversibilidade do impasse. Cabe ao ministério da educação como instância máxima dos aspectos educacionais, promover uma disciplina alimentar através de debates em grupos e palestras ministradas por profissionais da saúde, a fim de desenvolver a criticidade dos pequenos e fazer com que eles consigam aderir à uma alimento saudável. Ademais, cabe a esfera legislativa e executiva proibir a veiculação de propagandas alimentícias voltados para o público infantil, como já acontece na Suécia. Dessa forma, o Estado estará protegendo seus filhos.