Desafios do combate à obesidade infantil
Enviada em 17/10/2019
Desde o advento da industrialização, a vida se tornou mais corriqueira e ambos os pais começaram a trabalhar fora de casa. Consonamente, as crianças começaram a engordar, já que passaram a comer mais alimentos ultraprocessados e a brincar menos na rua, pois os responsáveis têm uma menor disponibilidade de tempo. Infelizmente, esse evento vem se repetindo e aprimorando com o passar dos anos e a cada dia vê-se mais pequenos acima do peso. Entre os principais desafios do combate à obesidade infantil, pode-se destacar a falta de uma legislação que determine percentuais máximos de gorduras e açúcares nos alimentos industrializados e a falta ou pouca atividade física exercida pelos mais novos.
A priori, tem-se diversos projetos de lei em tramitação há anos no Senado que visam a melhoria da saúde dos consumidores, segundo o site Agência Senado. Isso porque, é preciso fixar limites dos compostos que podem afetar a vida dos consumidores, como açúcar, sódio e gorduras, visto que o excesso deles pode acarretar doenças crônicas, por exemplo a diabetes e a hipertensão. Trazendo o foco para as crianças, é ainda mais importante controlar essas quantidades consumidas, pois elas ainda estão em formação e suas células de gordura em desenvolvimento, sendo mais fácil o sobrepeso de hoje refletir numa obesidade amanhã
Outrossim, vale destacar o sedentarismos como impulsionante para a obesidade, já que essa tem origem no consumo de calorias acima do que é gasto. Assim, é crucial a prática de exercícios diariamente, mas as crianças vão à escola, onde só fazem cerca de 2 horas-aula de atividades físicas semanalmente, de acordo com a Lei de Bases e Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB), e quando chegam em casa a maioria assiste desenhos animados, joga vídeo-game ou fica mexendo no celular. Isso se deve a falta de acesso a esportes pelos mais carentes e a vida agitada nas grandes cidades, onde a violência é grande, o que amedronta os pais.
Portanto, tendo como objetivo preservar a saúde dos mais novos, o Senado deve agir efetivando uma lei que estabeleça limites para a quantidades dos compostos que podem afetar o bem-estar dos indivíduos nos alimentos industrializados, com foco naquelas direcionados para as crianças. Ademais, o Senado deve incluir nessa lei a responsabilidade de fiscalizar se os produtos estão seguindo as novas medidas a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária). Também é necessário que o Ministério da Educação, órgão responsável pela LDB, reveja essa lei e altere a carga horária de educação física nas escolas, instituindo que sejam praticados esportes diariamente, tendo como foco a qualidade de vida dos menores. Através de tais medidas, o índice de obesidade infantil tende a diminuir.
Cultura dos industrializados- estabelecer limites (Anvisa)
Os alimentos industrializados poderão sofrer restrições em sua composição visando a melhoria da saúde dos consumidores. Tramita no Senado um projeto que fixa limites máximos de gorduras, açúcares e sódio contidos nesses produtos. Fonte: Agência Senado
Atividade física nas escolas