Desafios do combate à obesidade infantil

Enviada em 09/10/2019

Segundo o filósofo Epicuro, pai do epicurismo, o ser humano deveria viver uma vida balanceada, sem excessos, inclusive na alimentação. Em contrapartida, percebe-se que, no Brasil, apesar da existência da fome e da subnutrição, existe, também, problemas relacionados à obesidade infantil. Sob esse viés, essa problemática está relacionada não só à indústria alimentícia, mas à falta de atitudes saudáveis nesse período da vida, necessitando-se de medidas para atenuar os entraves.

Em primeiro lugar, é importante pontuar como as grandes indústrias de alimentos fazem as crianças se tornarem seus consumidores. A respeito disso, segundo informações do site G1, há um mercado bilionário de publicidade e propaganda, o qual parte dele está direcionado às crianças. Nesse contexto, é comum haver comerciais que associem hamburgers a brindes, salgadinhos com um super-herói na capa ou algum achocolatado que garante super força. Desse modo, os pequenos são induzidos a consumirem esses tipos de alimentos, os quais são, majoritariamente, ricos em açucares e gorduras, principais culpados pelo aumento de peso.

Além disso, pontua-se a falta de atividades físicas e alimentação saudável dos infantes. Quanto a essa questão, de acordo com o site Estadão, menos de 50% dos pais estão preocupados com a saúde alimentar dos filhos. Nessa perspectiva, é comum que o pai ou a mãe já tenham certos hábitos errôneos, os quais são passados para as crianças. De modo geral, eles não praticam atividades físicas, não comem comidas saudáveis e, por esses motivos, dificilmente incentivam os filhos a terem melhores hábitos de vida. Desse modo, a criança é contaminada pelo ambiente familiar, ela faz o que é mostrado diariamente como certo e isso acaba por se tornar um hábito, o qual pode ter como consequência o desenvolvimento da obesidade.

Portanto, é mister que o Estado tome providências para amenizar a problemática atual. Para que haja a redução dos números de obesidade infantil, urge que o Ministério da Saúde, por meio de verbas governamentais, crie campanhas publicitárias nas redes sociais e na televisão que incentivem os pais a mudarem o padrão alimentar e estimularem os filhos a essa mudança e à prática de atividades físicas. Tais campanhas devem mostrar ao interlocutor os benefícios de uma alimentação sem excessos, incentivando que deve-se comer verduras, frutas e legumes, além de, por exemplo, mostrar que o ato de se movimentar, ou de praticar esportes, melhora a qualidade de vida e garante um corpo íntegro. Somente assim, será possível combater essa problemática social e, como Epicuro explicitou, viver uma vida mais balanceada.