Desafios do combate à obesidade infantil

Enviada em 10/10/2019

Atualmente, em uma sociedade de consumo, cujos valores capitalistas são baseados no lucro, na quantidade de vendas e no perfil do consumidor, uma nova problemática se destaca: a obesidade infantil. Além do fator genético, essa questão geralmente envolve aspectos da rotina das famílias, como  maus hábitos alimentares, sedentarismo ou a combinação desses elementos. Hoje em dia, os alimentos processados são facilmente encontrados nas ruas das cidades. Se consumidos em excesso, podem prejudicar a saúde. Portanto, o Governo Federal deve fazer  com que as indústrias alimentícias diminuam a quantidade de elementos maléficos para o ser humano e com que as redes de Fast Food, como  o Mc Donalds e Burguer King proporcionem opções mais saudáveis para seus clientes.

Em um mundo globalizado, a mídia influencia diretamente a população, principalmente as crianças, as quais são incentivadas a consumirem alimentos, porque acompanham um determinado brinquedo. Sem contar que as propagandas que mais predominam nas televisões e nas revistas são as de comidas com alto teor de gordura, açúcar e sal, segundo dados divulgados pela Unb,  Universidade de Brasília. Assim, fica mais difícil resistir as tentações do mundo moderno, por isso, apesar de muitos saberem que o consumo em excesso de açúcar, sódio, gordura saturada e gordura trans são os grandes vilões da alimentação, muitas pessoas ignoram esse fato e permanecem com uma rotina alimentar irregular, seja por longos períodos sem comer, ou pelo excesso em determinadas refeições.

De acordo com o Ministério da Saúde, 46% das crianças de zero a cinco anos de idade que vivem no Brasil, consomem biscoitos e refrigerantes diariamente. Esse consumo aumenta as chances de  doenças crônicas, como diabetes, hipertensão e obesidade. Logo, os órgãos competentes devem realizar campanhas de alimentação adequadas para executar uma mudança nos hábitos da população, na intenção de reduzir o consumo desses mantimentos.  Além da dieta desequilibrada e de alimentos industrializados, é importante citar o sedentarismo. De acordo com os dados da Organização Mundial da Saúde, 70% da população mundial é sedentária, como a atividade física ajuda a queimar as calorias ingeridas, sua ausência, geralmente intensificada pelo uso exacerbado de aparelhos tecnológicos, é uma das causas da obesidade, a qual  deve ser tratada por especialistas.

Logo, os Governos Estaduais devem propor eventos de atividades físicas  ao ar livre, a fim de estimular hábitos saudáveis, ao mesmo tempo, devem exigir às mídias, que  seus anúncios publicitários tenham um aviso à população, sobre os altos índices de gorduras insaturadas. Além disso, os pais devem estimular uma alimentação equilibrada e evitar, se consumido em excesso,  refrigerantes, sucos açucarados e junk food, os quais estão  quase sempre presentes no cardápio das crianças obesas. Apoucos, esses produtos devem ser substituídos por verduras, legumes e frutas