Desafios do combate à obesidade infantil
Enviada em 10/10/2019
Segundo a Lei da Inércia, de Newton, a tendência de um corpo é permanecer parado quando nenhuma força é exercida sobre ele. Fora da Física, é possível perceber a mesma condição no que concerne o problema da obesidade infantil no Brasil. Dessa forma, é preciso que estratégias sejam aplicadas para alterar essa situação, que possui influência da mídia e também da formação familiar.
Convém ressaltar, a princípio, que a mídia é um fator determinante para a persistência do problema. Conforme Pierre Bordieu, o que foi criado para ser instrumento da democracia, não deve ser convertida em mecanismo de opressão. Nesse contexto, pode-se observar que a mídia, em vez de promover informações que elevem o nível de conhecimento da população sobre a obesidade, a mídia influencia no consumo de alimentos prejudiciais à saúde com as publicidades, pois, prendem a atenção da criança. Assim, sem uma intervenção nesse aspecto, a mídia continuará a exercer grande influência nos hábitos alimentares.
Outrossim, surge a questão da formação familiar, que intensifica o impasse. De acordo com Talcott Parsons, a família é uma máquina que produz personalidades humanas. Por essa ótica, a prática da má alimentação apresenta-se como um pensamento passado de geração em geração, o que dificulta seu extermínio por forças externas, já que isso é encontrado dentro das casas dos brasileiros e estende-se por uma longa linha de tempo. Nesse sentido, outro caminho para o combate da obesidade na infância no Brasil, é reverter essa mentalidade.
Portanto, são necessárias medidas que garantam a redução da obesidade infantil no Brasil. Logo, a mídia juntamente com o governo deve promover propagandas nas redes sociais e TV em horários nobres sobre a alimentação durante a infância no Brasil e como melhorar com a ajuda de especialistas no assunto com o intuito de intervir os comerciais prejudiciais. Além disso, o Ministério da Educação e o Ministério da Saúde, podem desenvolver palestras e cartazes em escolas, por meio de entrevistas com familiares de vítimas e especialistas do problema, para os pais e alunos, com o objetivo de trazer mais lucidez sobre o tema e diminuir a influência negativa familiar, tornando-os conscientizados. Enfim, o Brasil irá exercer forças externas que vão mudar essa problemática.