Desafios do combate à obesidade infantil

Enviada em 16/10/2019

No século XV, a concepção corporal era totalmente diferente da que se tem hoje me dia. Para os antigos, quanto mais “gordinha” a pessoa, mais riqueza ela continha. No entanto, com o passar dos anos, os conceitos foram sendo modificados consideravelmente. A qualidade de vida, baseada na condição alimentar, tornou-se um assunto de extrema importância, visto que muitas crianças têm enquadrando-se nos padrões passados, contudo, isso só gera malefícios. A dificuldade para que os jovens não tenham tal realidade é a despreocupação e a falta de informação no período gestacional, juntamente da ausência de incentivo à praticas de esportes e boa alimentação.

Nesse sentido, conforme o médico, Dráuzio Varella, se os pais da criança são obesos, por questões genéticas, há 80% de chance de tal característica ser repassada. Além disso, a nutrição da mãe também influencia muito. Em diversos casos, as mulheres, principalmente com baixo acesso a médicos, acreditam que, por conta da gestação, deve comer em grande quantidade, visto que está “comendo por dois”. Todavia, tal pensamento é equivocado, uma vez que, segundo a nutricionista Tatiana Zenin, a grávida deve, em média, aumentar um quilograma por mês, ao contrário, a saúde do bebê e da mãe pode ser afetada, tendo consequências “irreversíveis”.

Outrossim, é de conhecimento geral que a obesidade infantil tornou-se um problema mundial. A busca por rapidez em tudo, inclusive nas refeições, faz com que até países como o Japão, o qual tinha o reconhecimento pela população mais magra, esteja enfrentando tal impasse. A realidade no Brasil, contudo, está mais crítica, já que, segundo o jornal BBC, estima-se que até 2025, 11,3 milhões de crianças estejam obesas. Tal contexto acontece por conta da alta ingestão de fast foods, comidas industrializadas e falta de prática física. A última razão mencionada também carrega consigo a barreira dos aparelhos eletrônicos, principalmente videogames. Além de fazer com que a criança não saia de casa, as jornadas de jogos de madrugada faz com que ocorra o distúrbio do sono, levando a problemas com a balança.

Diante disso, medidas são necessárias para amenizar o impasse. Entretanto, as melhorias acontecerão perante o direcionamento de uma parcela dos impostos e renda, por meio da Receita Federal, para a criação de programas que possibilitem fácil acesso das grávidas ao pré-natal, com acompanhamento nutricional. Ademais, o Ministério da Saúde deve proporcionar mais aulas práticas, como karatê ou de educação física, com a geração de mini-campeonatos, assim incentivando as crianças. Da mesma forma, o mesmo Ministério, com ajuda da mídia, deve desenvolver campanhas que demosntrem a importância da boa alimentação e como os filhos se espelham na refeição dos pais.