Desafios do combate à obesidade infantil

Enviada em 13/10/2019

No filme “A fantástica fábrica de chocolate”, observa-se uma empresa de doces que formula estratégias de venda para atender aos desejos infantis. Paralelo a isso, muitas redes de fast-food utilizam do mesmo artifício corroborando, não somente, para uma alimentação deficitária em nutrientes, mas também, para a obesidade infantil.

Em primeiro plano, ressalta-se a importância de uma dieta nutritiva voltada para crianças, especialmente a fim de evitar o surgimento de doenças cardíacas na vida adulta ou ainda quando jovem. Além de afetar a saúde, em termos físicos a criança sofre com possível bullying no ambiente acadêmico, marcas de estrias pelo corpo e dificuldade de realizar atividades cotidianas como subir escadas, por exemplo.

Ademais, pontua-se que, crianças do século XXI passam mais tempo dentro de casa jogando video-games, assistindo televisão e navegando em redes sociais, do que ao ar livre brincando de jogos convencionais, como crianças de séculos passados faziam. Zygmunt Bauman, em suas obras sobre modernidade líquida, destacou a tecnologia como mola propulsora de relações líquidas e o sedentarismo. Desse modo, a modernização colabora com a efemeridade das relações entre os jovens e o próprio ganho de peso, visto que, eles ficam parados durante a maior parte do tempo em frente às telas.

Evidencia-se, portanto, que a obesidade infantil é um problema de saúde que impede o desenvolvimento do país. Logo, é necessário que instituições educacionais promovam campanhas de conscientização parental, como palestras realizadas por nutricionistas. É de suma importância, inclusive, que o Governo Federal invista em refeições adequadas em escolas públicas, sugeridas por um especialista, visando o desenvolvimento saudável desses jovens. A OMS (Organização Mundial da Saúde) também ressalta a necessidade de amamentar o bebê apenas com leite materno até os seis meses de vida, afirmando que causa impactos positivos duradouros no crescimento do recém-nascido.