Desafios do combate à obesidade infantil

Enviada em 15/10/2019

Refrigerantes, frituras, baixa constância de exercícios físicos e o uso exagerado de artifícios tecnológicos de entretenimento. São alguns dos fatores provenientes da sociedade contemporânea que se estabelecem na forma de empecilho ao combate à obesidade infantil no Brasil. Sendo assim, é evidente que a falta de conhecimento tanto sobre alimentação saudável quanto a necessidade de movimentação do corpo são raízes do problema e precisam ser trabalhadas por familiares e educadores para que o quadro não se alastre pra gerações futuras.

Primeiramente, é importante ressaltar que a falta de atividades físicas e o exagero no uso de aparelhos eletrônicos estão interligados na mudança do padrão metabólico dos juvenis. Pois a movimentação do corpo na fase primária da vida não esta apenas atrelada à queima de gordura e manutenção hormonal, mas também exerce forte influência no momento do sono, como também o uso de aparelhos eletrônicos durante a noite pode afetar esse processo. Porque devido à forte exposição a luz o celebro não consegue diferenciar a luz artificial da natural, o que leva a produção de adrenalina em um período de repouso. Levando essa discussão para o problema em questão, essa disfunção, além de causar problemas como o excesso de peso e baixa atividade no horário de crescimento, leva a outro problema, pois faz crianças passarem o dia sonolentas o que prejudica a absorção do conteúdo.

Além disso, é importante destacar os impactos gerados pelo consumo de super processados à saúde. Advinda da segunda revolução industrial, a necessidade de tornar os produtos cada vez mais atrativos, tornou a engenharia de alimentos e a publicidade os motores que mantém a indústria alimentícia funcionando. No entanto, o investimento não se limita a estética do produto como a maior parte está ligada a tecnologia química de produção, fator que torna o uso de corantes, óleos, sais e açucares mais intenso, com intuito de deixar o produto chamativo, principalmente para crianças. O que possibilita o aumento do número de casos de obesidade infantil, que segundo dados do Sistema Único de Saúde chega no Brasil ao alarmante patamar maior que 2 milhões de casos ao ano.

Logo, é importante que escola e família estejam presentes no combate desse quadro. Portanto, é mister que o Ministério da Educação e Cultura faça por intermédio de investimentos na prática efetiva do Programa Nacional de Alimentação Escolar, nas escolas de ensino básico (que é um ambiente que tem forte influência na formação social do indivíduo), a promoção do debate sobre alimentação saudável, exercícios e consumo tecnológico, a partir do uso de palestras socioeducativas envolvendo pais e alunos, com a finalidade de os pais ajudarem os seus filhos a terem uma vida melhor. Para que assim essa realidade atual não gere adultos com problemas decorrentes desse quadro.