Desafios do combate à obesidade infantil

Enviada em 15/10/2019

O documentário brasileiro “muito além do peso”, produzido em 2012, mostra a vida de algumas crianças com sobrepeso. Nessa perspectiva, no Brasil, nota-se um problema que está cada vez mais presente no meio social: a obesidade infantil. Desse modo, a falta de uma alimentação adequada, atrelada ao sedentarismo contribuem para exacerbação da problemática. Nesse sentido, faz-se necessária a discussão sobre os desafios para combater a obesidade infantil.

Desde a Revolução Industrial, a preocupação com o trabalho modificou o cotidiano de algumas famílias, tornando-as mais aderentes ao consumo de “fast food”, termo do inglês que significa comida rápida. Sob esse viés, a alteração de modo de vida fez com que crianças fossem sujeitas, cada vez mais, ao consumo de alimentos ultraprocessados e instantâneos, ricos em açúcares, gorduras e sódio, o que compromete a saúde logo durante a infância. Segundo dados do Ministério da Saúde, cerca de 13% das crianças de 5 a 9 anos são obesas. Dessa maneira, a falta de uma alimentação adequada contribui para a persistência da obesidade infantil.

Além disso, o sedentarismo é outro fator que condiciona os jovens à obesidade. Com o avanço da tecnologia, é perceptível que durante a infância, o celular e o computador tomaram espaço que antes eram de brincadeiras coletivas, causando uma baixa frequência na prática de atividades físicas. Segundo pesquisa feita em 2016 pela “TIC (Tecnologia da Informação e comunicação) Kids Online” Brasil, 8 em cada 10 crianças acessam a internet. Assim, com a diminuição de exercícios e aumento no consumo de alimentos industrializados, fica evidente a necessidade de discussão sobre a problemática.

Diante dos fatos supracitados, é de suma importância, portanto, que medidas sejam tomadas para a resolução do problema. Dessa forma, o Ministério da saúde deve fazer palestras e distribuir livretos no ambiente escolar, com auxílio de psicólogos, nutricionistas e educadores físicos, com o objetivo de orientar pais e alunos sobre os benefícios de uma alimentação saudável e de uma vida esportiva ativa, a fim de conscientizar e combater a obesidade infantil. Ademais, o Ministério da Educação deve, por meio da base comum curricular, aumentar a regularidade de aulas de educação física, como forma de auxiliar no processo de solução do problema. Somente assim, com pais, crianças e professores agindo em conjunto, a realidade retratada em “muito além do peso”, poderá ser mudada.