Desafios do combate à obesidade infantil
Enviada em 16/10/2019
Há alguns anos, ser gordinho era sinônimo de saúde, pois crianças subnutridas eram mais vulneráveis a doenças. No entanto, atualmente o cenário reverteu-se, e a obesidade infantil se tornou um grave desafio a ser enfrentado. O que faz crianças adquirirem cada vez mais cedo doenças comuns em pessoas de mais idade como: diabetes do tipo 2, hipertensão e entupimento de vasos. Logo, raízes como a desinformação no período gestacional e a falta da prática de esportes, sustentam e atrapalham a vida dos mais jovens o que se estabelece como um problema no Brasil.
Primeiramente é importante ater-se como a alimentação da futura mãe afeta a saúde do bebê. Segundo o doutor Dráuzio Varella, gestantes que cuidam da alimentação correm riscos 80% menores de ter filhos obesos. Entretanto, o aumento do percentual de crianças obesas confirmam que mães não estão regrando o que comem, fato esse devido à falta de informação nos meios públicos, como jornais e mídias sociais, seguida do apoio histórico, visto que mulheres tendem durante a gestação pensar que necessitam de quantidades absurdas de comida, mantendo um desequilíbrio. Assim, uma cultura que atribui a compulsão de consumo alimentício no período da gravidez, uma romantização notável, faz com que grávidas evitem dietas balanceadas, o que acaba prejudicando a gestação e possibilitando o surgimento de uma criança recém nascida já obesa.
Além disso, existe a falta de incentivo à prática de esportes, visando a melhoria da saúde e, consequentemente, minimizando a obesidade. Na era da internet e computação, tornou-se comum, crianças e adolescentes se divertirem parados, com jogos onlines. Portanto, acrescenta-se a falta de apoio não só dos pais como também da educação regular, que possui horários mínimos de exercícios, visto que momentos esportivos só são obtidos nas aulas de educação física. Tal fato contribui para o aparecimento da obesidade, junto às doenças, como diabetes e pressão alta, que podem durar a vida toda, tornado-se um problema para a vida adulta desse indivíduo.
Consoante ao mencionado, fica evidente que existem obstáculos para erradicar a obesidade infantil no Brasil, sendo preciso intervenção. Cabe à Receita Federal destinar uma parcela dos impostos de renda para a criação de programas, com o Pré-Natal, com o intuito de acompanhar a alimentação da gestante, por intermédio de nutricionistas, visando o equilíbrio alimentar. Além disso, o Ministério da Educação deve propor mais aulas de Educação Física, a fim de estimular a criança na prática de esportes desde o Ensino Fundamental II, com brincadeiras lúdicas de ensino, assim como torneios, oferecendo medalhas e recompensas aos ganhadores. Dessa forma, será possível minimizar a obesidade infantil.