Desafios do combate à obesidade infantil
Enviada em 18/10/2019
Segundo o Ministério da Saúde, 8,4% dos adolescentes brasileiros são obesos. Esse dado é alarmante, pois essa condição é extremamente prejudicial à saúde e, como foi produzida desde tenra idade, esses jovens dificilmente mudarão seus hábitos. Nesse contexto, é relevante abordar a necessidade de, desde cedo, as crianças terem uma alimentação saudável e praticar atividades físicas. Em primeiro lugar, cabe analisar as mudanças sociais geradas pela industrialização. Esse fenômeno gerou enorme êxodo rural, resultando em uma sociedade urbana, em que os pais passam grande parte do dia trabalhando fora e veem praticidade em alimentos embutidos e fast foods. O problema, é que nesses alimentos, geralmente, predominam carboidratos e gorduras, que não apresentam todos os nutrientes necessários ao desenvolvimento de seus filhos e geram problemas de saúde, como aumento do colesterol ruim (LHL) e, do peso, levando a obesidade. Desse modo, é necessário que os responsáveis incluam, desde cedo, alimentos saudáveis e nutritivos na alimentação dos filhos. Em segundo lugar, vale ressaltar a mudança comportamental infantil diante das novas tecnologias. Atualmente, as crianças tem contato com aparelhos eletrônicos precocemente, isso faz com que as novas gerações tendam a trocar brincadeiras ao ar livre, com movimentação física, por jogos virtuais, tornando-as sedentárias. Essa escolha impede grande gasto energético, contribuindo para o acumulo de gordura corporal, podendo levar a obesidade. Nesse sentido, é importante que atividades físicas voltem a ser estimuladas, desde cedo, na rotina das crianças. Diante do exposto, cabe ao Governo Federal, juntamente com o Ministério da Educação, investir constantemente em campanhas para o combate à obesidade infantil. Elas devem focar nos pais, para convencê-los a incluir alimentos mais saudáveis e nutritivos no cardápio das crianças, como priorizar alimentos caseiros e incluir legumes e verduras. Ademais, as escolas devem estimular o interesse dos alunos na prática esportiva, podendo aumentar a quantidade e/ou tempo semanal dedicado a ela, para acender um interesse em atividades que permitam a movimentação física. Só assim, a obesidade infantil poderá ser combatida.