Desafios do combate à obesidade infantil
Enviada em 19/10/2019
A obesidade infantil está cada vez mais presente no Brasil. Segundo a Secretaria dos Direitos Humanos da Presidência da República, 33,5% das crianças entre cinco e nove anos têm excesso de peso. Já entre os adolescentes, o número atinge 20,5%. Destacando-se como os fatores principais desta problemática, a má alimentação na infância e falta de informação aos responsáveis das crianças portadoras de obesidade.
A má alimentação é um dos principais aliados à obesidade infantil. Dados da Pesquisa Nacional de Saúde 2013, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), indicam que 32,3% das crianças brasileiras menores de dois anos consumem refrigerantes e sucos de caixinha e alimentos ricos em açúcar. Já biscoitos recheados e bolos fazem parte do cardápio de 60,2% dos jovens. Esta alimentação, associada ao sedentarismo, contribui para que estes meninos e meninas tenham altos Índices de Massa Corporal (IMC). O IMC, calculado pela divisão do peso pelo quadrado da altura do paciente, indica o peso ideal de um indivíduo e, quando maior que 30, caracteriza um quadro de obesidade.
Porém, outro elemento contribui para o problema: a falta de informação. Conscientizar as crianças e adolescentes sobre as formas de prevenção do sobrepeso e da obesidade, e sobre as consequências destes distúrbios, é essencial. “Doenças como a hipertensão arterial, diabetes e doenças cardiovasculares podem surgir a partir da obesidade”, segundo pesquisadora Danieli do (neston medicina).
Para a mudança do panorama, faz-se necessária a unção entre saúde e educação, ocorrendo a inclusão de informações aos pais e crianças, sobre alimentação adequada e acompanhada por um profissional de nutrição, assim como, junto ao combate dos distúrbios alimentares, estejam presentes atividades físicas apropriadas a idade do paciente.