Desafios do combate à obesidade infantil
Enviada em 25/10/2019
No século XV, tanto crianças como adultos estarem acima do peso era sinônimo de boa saúde e beleza, enquanto as pessoas magras eram vistas como doentes e sem boniteza. Em contraste, no século XXI os padrões mudaram e a obesidade, com destaque para a infantil, tornou-se um mal a ser combatido, considerada pela Organização Mundial da Saúde “um problema de saúde pública tão sério quanto a desnutrição.” Dentre os vários motivos que a causam antes da fase adulta, destacam-se os fatores de predisposição genética e a má alimentação, que, combinados, são algumas das razões que fazem com que 1 a cada 3 crianças esteja com peso e gordura corporal além do que o recomendado para a idade e altura.
Da mesma maneira que os filhos podem herdar a cor dos olhos dos pais ou de um deles, cor do cabelo, dentro outros muitos fatores genéticos, também podem ser obesos ao ter o gene adquiridos dos seus genitores pelos seus maus hábitos alimentares ou mesmo que estes tenham também propensão por causa da genética à obesidade dos seus antepassados. Segundo o site Minha Vida, quando os pais estão com gordura corporal demasiada, o risco dos filhos também terem é 80%; já se somente um está, é de 40%; se nenhum dos dois, é de 10%. Então, percebe-se que a predisposição genética, proveniente dos pais, é de grande influência para as crianças serem obesas ou não.
Com o desenvolvimento do mundo e a falta de tempo dos adultos, comer ficou cada vez mais rápido e simples. Com os fast foods e ultraprocessados, que viraram uma alternativa de muitos pais para alimentarem seus filhos, em minutos obtém-se um alimento saboroso, entretanto, um gatilho para o sobrepeso. Tais comidas são preferência da maioria das crianças e adolescentes, que, segundo a Associação Brasileira de Estudos Sobre a Obesidade e Síndrome Metabólica (ABESO), apresentam uma taxa de 30% de obesidade e quem está na puberdade obeso, em comparação com os mais novos, possui maiores chances de ficar na mesma condição pelo resto da vida.
Segundo Antonio Silva (Águia), em cada criança, enxerga-se o futuro em eminência. Sendo assim, é primordial que haja conscientização da gravidade da obesidade infantil e das consequências que pode acarretar para o futuro das crianças. Apesar da predisposição genética para o sobrepeso ser um sério fator de risco, pode ser combatida ao fazer com que a criança tenha uma alimentação saudável, colorida com diversos ingredientes naturais e evitar oferecer alimentos processados e ultra. Ademais, outrossim é necessário que a família se adapte à boa alimentação dada aos mais novos para servir de exemplo e incentivá-los. Junto à boa dieta, a prática de exercícios físicos também é muito importante. Assim, os adultos do futuro poderão crescer saudáveis e a obesidade infantil deixará de ser uma preocupação.