Desafios do combate à obesidade infantil
Enviada em 25/10/2019
Segundo a psicóloga Mariane Rohenhohl, “a comida representa a manifestação da organização social”. Dessa forma, a sociedade luta contra as consequências da obesidade, mas pouco se interessa a respeito das causas, que estão ligadas à aspectos culturais e econômicos e iniciam-se na infância, com o excesso de gordura corporal.
As práticas alimentares de uma família são ditadas de acordo com o seu estilo de vida e situação econômica. Conforme a revista Saúde em Debate do Centro Brasileiro de Estudos de Saúde (Cebes), 72,4% das famílias de mulheres inseridas no mercado de trabalho que faziam as refeições fora do domicílio aderiam ao consumo de fast-food. Isso significa que os hábitos alimentares saudáveis de seus filhos estão sendo substituídos por produtos industrializados de alto teor calórico.
Ademais, o novo conceito de lanchonete proveniente a partir dos anos 70, com entrada em todos os países do mundo, inclusive nos regimes socialistas, desenvolveu um feitio mais juvenil, como a criação do McDonald’s. Com isso, as crianças e adolescentes estão aderindo às mudanças, sendo atraídos pelas propagandas, sem se preocuparem com os prejuízos resultantes à própria condição mental e física em longo prazo.
Para solucionar a questão, o incentivo financeiro do Ministério da Saúde para que universidades federais elaborassem projetos de prevenção contra a obesidade, principalmente infantil, nos quais agentes comunitários de saúde coletassem informações médicas básicas nas residências de todo Brasil, com o intuito de preceder diagnósticos graves de saúde e auxiliar a repeito de hábitos nutricionais e financeiros, diminuiria os altos índices em combate ao problema social.