Desafios do combate à obesidade infantil

Enviada em 26/10/2019

A obesidade infantil pode ser compreendida como a condição em que uma criança está significativamente acima do peso para sua idade e altura. Em um mundo conectado pela internet e pela tecnologia, o tempo gasto pelas crianças e jovens é cada vez mais direcionado ao uso de aparelhos eletrônicos, e menos à prática de atividades físicas e ao cuidado com a alimentação. Além dos avanços tecnológicos, a preferência da população por comidas rápidas e práticas tem se tornado cada vez mais rotineira, e, tendo em vista que, comidas deste tipo são prejudiciais à saúde, o quadro da obesidade se agrava e traz consigo inúmeras consequências, como diabetes, pressão arterial alta e níveis elevados de colesterol.

De acordo com pesquisas feitas pela revista “Exame”, crianças brasileiras utilizam aparelhos eletrônicos (celular, computador, etc.), em média, 6 horas por dia, fato que representa a maior média mundial, fator que ocasiona uma em cada três crianças brasileiras ,entre 5 e 9 anos de idade, estar com excesso de peso. Por passarem maior parte do tempo vidrados e concentrados no mundo virtual, tendem a não se alimentar de forma saudável e benéfica ao organismo, bem como propendem a sedentariedade, resultado da abstinência de atividade física.

Rodeados por uma sociedade instantânea e apressada, a expressão “tempo é dinheiro” condiciona as pessoas a escolher sempre o caminho mais fácil e rápido, não obstante, esse caminho não é o melhor para a saúde. As empresas monopólicas de “fast food” são abundantes, porém atendem de maneira ineficaz àqueles que buscam por comidas vantajosas e propícias ao bem do corpo, pelo fato de, em sua maioria, não apresentar opções de lanches saudáveis, com baixo teor calórico e gordura escassa.  Os infantes que, muitas vezes se espelham nos adultos e nos próprios pais, seguem o mesmo caminho de poupar tempo e se alimentar de forma inadequada. É necessário ter em mente que a má alimentação é responsabilidade, na maioria dos casos, dos pais.

Os fatores apresentados contribuem para uma série de desafios para o combate à obesidade infantil, ainda assim os empecilhos são domináveis e o combate é viável. A Secretaria Nacional da Criança e do Adolescente, em conjunto com o Ministério da Saúde, deve promover e criar programas e campanhas que conscientizem a população da importância de melhorar a dieta e os hábitos de condicionamento físico, e que também aponte os benefícios dessa melhora e os prejuízos da inatividade e da má alimentação. Os programas e campanhas precisam ser divulgados por intermédio da tecnologia, atingindo o público alvo, condição que mudaria os espelhos (adultos e pais) e os espelhados (crianças), com o uso da tecnologia à favor da saúde, de forma a combater a obesidade infantil.