Desafios do combate à obesidade infantil

Enviada em 01/11/2019

Promulgada pela ONU em 1948, a Declaração Universal dos Direitos Humanos garante a todos os indivíduos o direito a Saúde e ao bem-estar social. Conquanto, a obesidade infantil impossibilita que essa parcela da população desfrute desse direito universal na prática. Nessas perspectivas, a nação brasileira perpassa um desafio, que ocorre devido não só a falta de atenção familiar, mas também às propagandas midiáticas.

Em primeira análise, é valido ressaltar que o Brasil ocupa a nona posição na economia mundial, sendo racional acreditar que o Brasil possui um sistema público de ensino eficiente. Contudo, a realidade é justamente o oposto e o resultado desse contraste é claramente refletido no aumento de peso infantil. Segundo pesquisa realizada pela USP, uma a cada três crianças está com sobrepeso. Diante do exposto, percebe-se que os pais não estão interessados em educar os filhos, visto que os deixam sozinhos por várias horas, a mercê de refeições congeladas e gordurosas, sabendo que não fazem bem a saúde de um corpo em crescimento. Sendo assim, descrição comprova os dados consultados e trás um alerta às famílias brasileiras sobre o comportamento para com seus próprios filhos.

Outrossim, é mister salientar as mídias sociais e televisivas como impulsionadores do excesso de peso. De acordo com o sociólogo Zygmunt Bauman, a falta de solidez nas relações sociais, políticas e econômicas é a característica da “modernidade líquida” vivida no século XXI. Diante do contexto, é possível confirmar as publicidades como propulsores da comida rápida e fácil, no qual os adolescentes são induzidos a consumir, em virtude de serem tentadoras, afirmando que trazem sensação de prazer e felicidade. Ademais, o capitalismo não está preocupado com a saúde, e sim, em obter lucros. Dessa forma, consomem cada vez mais esses alimentos, gerando um círculo vicioso e uma geração com péssimos hábitos alimentares.