Desafios do combate à obesidade infantil
Enviada em 30/10/2019
No livro ‘‘A República’’, do filósofo Platão, o autor idealiza uma civilização na qual toda a população trabalha em busca da harmonia, ou seja, do bem comum. Infelizmente, a obesidade infantil tem afastado o país dessa sociedade utópica, uma vez que o sobrepeso compromete a saúde e bem estar das crianças. Apesar de várias pessoas terem a pré-disposição genética de adquirir peso facilmente, os maus hábitos alimentares permitidos pelos responsáveis e a negligência governamental diante do fato são um dos agravantes para a temática. Diante disso, é importante que se busquem caminhos para solucionar esse impasse.
A princípio, vale ressaltar que a falta de inserção de costumes saudáveis na infância, como a prática de exercícios e alimentação regularizada podem contribuir para a ocorrência da obesidade. Com isso, os índices divulgados pelo Ministério da Saúde em que relatam que uma em cada três crianças, entre 5 e 9 anos, está com excesso de peso tendem a aumentar gradativamente se esses hábitos saudáveis não forem impostos às pessoas desde sua menor idade. Dessa forma, com a evolução desse quadro na sociedade, as crianças se tornarão adultos doentes e com grandes chances de desenvolverem problemas psicológicos, como por exemplo a depressão e a ansiedade, visto que o excesso de peso também propicia uma baixa auto estima nos indivíduos. Deste modo, urge que medidas sejam tomads com o fito de combater esse imbróglio.
Além disso, de acordo com a Constituição de 1988, criada no governo de José Sarney, o artigo 6° garante a todos o direito à saúde. Entretanto, a falta de atitude do governo em relação à temática, rompe com os ideais propostos por lei, visto que o Estado ignora os riscos de futuras doenças crônicas - como a diabetes, hipertensão, doenças cardiovasculares - quando a obesidade está presente na vida da criança. Com tudo, acabará contribuindo com a pesquisa realizada pela BBC, em que até 2025, o Brasil terá 11,3 milhões de crianças obesas. Assim, atitudes são necessárias para erradicar o problema.
Portanto, para combater a obesidade infantil, as escolas, responsáveis pela formação primária dos indivíduos, devem promover o debate com os responsáveis, por meio de reuniões e palestras, para que os pais possam contribuir para a mudança nos hábitos diários de seus filhos, contribuindo para o bem estar da criança. Outrossim, o Estado, em cumprimento à Constituição cidadã, precisa criar programas de prevenção à obesidade, através dos deputados federais e estuais, a fim de combater esse problema que tanto compromete a saúde das pessoas. Somente assim, o país estará mais próximo da utopia platônica.