Desafios do combate à obesidade infantil

Enviada em 31/10/2019

No filme " A Fantástica Fábrica de Chocolate", Augustus, perdeu o desafio, pois não conseguiu se controlar e comeu os chocolates. Hoje, analogamente, a obesidade infantil afeta o Brasil, em que as crianças não tem uma educação alimentar. Desse modo, urge que medidas sejam tomadas para minimizar essa questão, que é motivado pela má qualidade da alimentação escolar e pela propaganda alimentícia.

Em primeiro plano, o Tribunal de Contas da União (TCU) revelou em um relatório que a alimentação das escolas brasileiras é precária, dado que são oferecidas aos alunos comidas industrializadas, enlatadas e embutidos. Essas, por sua vez, contêm um baixo valor nutricional, porém, em contrapartida apresentam elevado valor calórico e altos níveis de conservantes, como o sódio e o açúcar que podem provocar doenças como hipertensão e diabetes. Dessa forma, cria-se um hábito e preferência de comer os ultraprocessados.

Ademais, é importante salientar as mídias sociais e televisivos como impulsionadores do excesso de peso. De acordo com o sociólogo Zygmunt Bauman, a falta de solidez nas relações sociais, políticas e econômicas são as características da “Modernidade Líquida” vivida no século XXI. Sob tal ótica, as publicidades são propulsoras dos “fast foods” no qual as crianças são induzidas a comer em virtude das propagandas afirmarem que trazem sensação de felicidade, como no comercial do " Mc Donalds". Nesse sentido, o grande consumo desses alimentos, gera um ciclo vicioso e uma geração condicionada a comer mal.

Portanto, para controlar o impulso de comer das crianças como o Augustus. O Ministério da Saúde, deve ofertar nutricionistas nas escolas, para que auxiliem em um cardápio saudável. Além disso, por meio da supervisão dos pais,os alunos serão introduzidos na cozinha, logo, para saberem a importância de uma boa alimentação e como prepará-la. A fim de fazer uma reeducação alimentar e reduzir a obesidade infantil.