Desafios do combate à obesidade infantil

Enviada em 06/01/2020

Conforme o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), é dever da família e do Estado assegurar à criança os direitos à vida, saúde e alimentação. Diante disso, este falha na efetivação de políticas públicas e aquele em fornecer estímulos efetivos no combate a obesidade infantil.

Em primeiro lugar, em 2018 foi estabelecido um acordo governamental que reduz a quantidade de açúcar em alimentos consumidos por crianças. No entanto, a inércia causada por videogames, computadores e celulares faz com que a quantidade ingerida ainda seja prejudicial. A esse respeito, compete ao Estado cumprir o que é garantido no ECA.

Em segundo lugar, as comidas rápidas tem ganhado espaço no ambiente familiar brasileiro. A esse respeito, um estudo da EAE Business School mostra que o Brasil ocupa a 5ª posição em relação aos países que mais consomem fast food, em face disso, um passo importante para o combate a obesidade infantil é a mudança alimentar geral da família. Sob esse viés, uma pesquisa realizada pela Associação de Consumidores (PROTESTE) afirma que 64% das crianças consomem fast food no mínimo 3x por semana e 48% dos pais comem junto. Além disso, apenas 9% deles percebem o sobrepeso do filho. Portanto, torna-se imprescindível o auxilio de nutricionistas e pediatras.

Desse modo, urge que o Poder Público em parceria com a imprensa socialmente engajada estabeleça projetos de educação alimentar para pais e filhos, por meio de palestras e campanhas nas mídias sociais, televisão e rádio. Além disso, deve ser ensinada nas creches e ao longo do ensino fundamental como uma disciplina obrigatória, com o finalidade de minimizar os casos de obesidade infantil no Brasil.