Desafios do combate à obesidade infantil
Enviada em 05/02/2020
Promulgada pela Organização das Nações Unidas em 1948, a Declaração dos Direitos Humanos garante a todos os indivíduos os direitos à saúde e ao bem estar social. Entretanto, uma parcela da população não têm tais direitos na prática, ocasionando a obesidade infantil. Dessa maneira, é crucial combater tal problemática, a qual está vinculada a negligência familiar aliado a ideais capitalistas.
A princípio, de acordo com Departamento de Saúde e Medicina Legal da Universidade Federal de Goiás, a família representa a condição necessária para o crescimento e desenvolvimento de vínculos que garantam a sobrevivência física, social e afetiva das pessoas. Porém, as famílias também podem se tornar um “catalizador” para a obesidade infantil, tendo como exemplo, Claireece do filme “Preciosa” que por não ter orientação familiar tornou-se obesa. Dessa forma, é essencial que as famílias orientem as crianças a criarem hábitos alimentares saudáveis.
Outrossim, consoante o filósofo Karl Marx, a desvalorização das pessoas ocorre na mesma proporção da super valorização das coisas. Analisando tal pensamento, observa-se a busca exacerbada por lucro um mal para sociedade. Em vista disso, pode-se destacar as indústrias alimentícias, as quais buscam apenas o capital e não o bem coletivo da sociedade. Em relação a isso, cria-se o cenário perfeito para as crianças adquirirem sobrepeso, tendo em vista as comidas não saudáveis ofertadas por essas indústrias.
Portanto, cabe ao Governo investir no combate a obesidade infantil, por meio de campanhas midiáticas que tenham por objetivo mostrar a importância das famílias no desenvolvimento alimentar das crianças, buscando diminuir os índices de sobrepeso. Ademais, os Estados devem atenuar os ideais capitalistas exacerbados, por meio de incentivos fiscais as empresas que desenvolverem alimentos saudáveis para a população. Só então, a sociedade poderá desfrutar dos direitos à saúde e ao bem estar social.