Desafios do combate à obesidade infantil
Enviada em 11/04/2020
Há algumas décadas atrás criança um pouco acima do peso era sinônimo de criança saudável, contudo a realidade atual é o oposto disso. A obesidade é considerada pela OMS uma doença, não só como também a causadora de futuras doenças crônicas não transmissíveis como diabetes, hipertensão e gordura no fígado, assim como possíveis transtornos psicológicos. Diante dessa perspectiva, não há dúvidas de que o combate a obesidade infantil é um desafio no Brasil, o qual ocorre, infelizmente, devido não só à falta de orientação parental mas também a agressões psicológicas.
Sem dúvida a criança não é responsável por si, mas sim seus pais por sua integridade física e mental, já que são eles os responsáveis pela compra de alimentos propícios ao aumento de peso e pela falta de imposição à atividades físicas durante a infância, é de conhecimento geral que ao chegar seu aniversário é o momento perfeito onde a criança poderá comer doces e frituras à vontade, mas e se esse hábito se tornar um excesso na infância? A Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia afirma que coxinha, sanduíche, pizza podem ser muito prejudiciais a saúde da criança já que os mesmos são elementos potenciais para o aumento de peso.
Em resumo, a Declaração dos Direitos Humanos afirma que “A criança gozará proteção social e ser-lhe-ão proporcionadas oportunidades e facilidades (…) a fim de lhe facultar o desenvolvimento físico, mental, moral, espiritual e social, de forma sadia e normal e em condições de liberdade e dignidade”. Embora a saúde mental da criança seja defendida por lei, pode-se afirmar o desencadeamento de traumas e transtornos psicológicos na vida adulta em razão da experiência na infância, onde em muitos dos casos, as crianças chegam a sofrer bullying em virtude da aparência física do seu corpo. Estudos indicam que até 2025, a taxa de crianças com excesso de peso no Brasil seja equivalente à população do estado de São Paulo.
É evidente que ainda há entraves para garantir uma melhor qualidade de vida para as crianças, de certo é fundamental a participação governamental para tais melhorias. É necessário que o Ministério da Saúde em parceria com o Ministério da Educação, realizem a capacitação de profissionais educacionais sobre a obesidade infantil, através de cursos no período noturno - horário de maior disponibilidade de profissionais -, onde serão ministrados por especialistas na área da saúde. Em seguida seria de suma importância a inclusão de profissionais como psicólogos presentes em escolas e de palestras com nutricionistas para o efeito de que assim pais e responsáveis legais sejam informados da preocupação sobre a obesidade infantil na sociedade brasileira. A partir dessas ações espera-se promover uma melhora na qualidade de vida e nas condições de saúde da criança.