Desafios do combate à obesidade infantil

Enviada em 07/05/2020

Hipócrates, considerado pai da medicina, ao defender a alimentação como uma das formas de alcançar uma vida saudável, não maginaria que a desatenção para com as refeições, somado com o sedentarismo, seriam ligados à problemática da obesidade infantil no Brasil. É preciso compreender que fatores associados aos maus hábitos e à influência do meio são definitivos para as dificuldades no combate ao sobrepeso. Nesse sentido, torna-se desafiador buscar em esferas sociais específicas alternativas modificadoras desse cenário.

Em primeiro lugar, é válido mencionar que os hábitos dos menores reverberam no aumento no aumento de massa corpórea. Com a Revolução Técnico-Cientifico-Informacional, no século XIX, houve inúmeras facilidades em solicitar comidas rápidas - “Fast Food” - com um simples click do celular e, além disso, problemas relacionados ao sedentarismo devido às inúmeras horas dedicadas ao uso de aparelhos eletrônicos e jogos virtuais, influenciando o público infantil, na maioria da vezes, a não ingerir refeições saudáveis e praticar atividades físicas, tão importantes para evitar complicações ligadas a obesidade. Dessa forma, urge haver políticas públicas voltadas às mudanças desses costumes, já que esse grupo de brasileiros poderão ter um futuro prejudicado mediante ao sobrepeso.

Outrossim, convém destacar as ações assimiladas pelas crianças dos ambientes em que convivem, as quais possibilitam a ocorrência da obesidade. Tornaram-se comuns os casos de menores refletindo comportamentos presentes dentro da suas próprias casas, pois esses cidadãos ainda não têm seus juízos de valores e a percepção dos problemas consolidados. Assim, partindo do pensamento do sociólogo Émille Durkheim, se uma pessoa vive em um meio onde não há a valorização da pratica de exercícios físicos e das alimentações benéficas, ela tende, nesse caso a criança, adquirir essa conduta devido à coercividade e generalização do espaço, o que repercuta na aquisição anormal de massa. Por isso, é fundamental que tais brasileiros sejam agentes sociais de mudanças.

Fica claro, portanto, que os impasse de combater a obesidade infantil se dão pelas condutas do público infantil e a influência do ambiente em que ele vive. Para atenuar essa problemática, é imprescindível uma ação conjunta, na qual a mídia e as escolas serão responsável por reeducar os menores acerca da importância da alimentação saudável e da prática de atividades físicas, por meio de propagandas socioeducativas. Ademais, cabe ao Ministério da Saúde implementar nas comunidades ou criar plataformas onlines de atendimentos regulares com nutricionistas para os responsáveis dos menores, com a finalidades desses sejam espelhos de de boas atitudes para evitar o aumento na taxa de peso. Assim, seria alcançada a vida saudável como defendia Hipócrates.