Desafios do combate à obesidade infantil

Enviada em 10/05/2020

Promulgada pela Organização das Nações Unidas (ONU) em 1948, a Declaração Universal dos Direitos Humanos garante a todos os indivíduos o direito à saúde, educação e ao bem-estar social. No entanto, quando se observa os desafios do combate à obesidade infantil, no Brasil, verifica-se que a falta de conhecimento e o excesso de campanhas publicitárias infantis são os entraves mais agravantes. Nesse sentido, convém analisar as razões que tornaram essa problemática existente.

Em primeiro lugar, cabe abordar que o público infantil é o mais vulnerável às propagandas, visto que não possuem maturidade suficiente para lidar com elas, sendo constantemente explorados por veículos de comunicação. Nessa perspectiva, o filósofo alemão Karl Marx define que os meios de comunicação em massa - liderados pelos interesses burgueses que buscam incansavelmente o lucro, controlando o comportamento social e influenciando o pensamento, causando ao indivíduo à necessidade constante do consumo. Logo, essa recorrente busca pela riqueza ultrapassa valores éticos e morais.

Ademais, outro fator a salientar é a falta de informação no que tange à pedagogia alimentar. Haja vista, que os seus familiares não o ensinaram a gerir o consumo de alimentos nutritivos como eles também não sabiam como reger o mesmo. Diante disso, cabe citar o pensamento do escritor estadunidense Charles Duhigg - presente no livro “O Poder do hábito” -, “Os hábitos funcionam em uma sequência previsível”, ou seja, o indivíduo reproduz em sua vida àquilo que vivência no cotidiano, como no seu dia a dia não o explicaram os benefícios de uma alimentação equilibrada, a criança pode se tornar obesa. Visto isso, a Organização Mundial da Saúde (OMS), divulgou dados que estimam que 41 milhões de pequenos com menos de 5 anos estejam acima do peso – número que engloba tanto países desenvolvidos como àqueles em desenvolvimento. Mostrando-se, assim, a necessidade urgente de implementar a reeducação alimentar na vida de crianças brasileiras.

Logo, a fim de mitigar o problema é preciso isto: que o Ministério da Educação integre à grade curricular o ensino sobre nutrição por meio da realização de projetos que expliquem e exemplifiquem os malefícios da obesidade infantil. Tal ação deverá alertar os cidadãos para que eles se tornem mais autônomos ao se nutrir. Além disso, o Governo Federal deve criar campanhas que sejam veiculadas às mídias abordando o tema em questão. Dessa maneira, a parcela da população que não frequenta mais a escola também é informada e alertada para se precaver.

cabe ao Conselho Nacional de Autorregulamentação Publicitária (CONAR), o controle rígido de publicidades infantis abusivas - principalmente àquelas que estimulam uma alimentação desequilibrada, por meio