Desafios do combate à obesidade infantil

Enviada em 11/05/2020

Promulgada pela Organização das Nações Unidas (ONU) em 1948, a Declaração Universal dos Direitos Humanos garante a todos os indivíduos o direito à saúde e a educação. No entanto, quando se observa os desafios do combate à obesidade infantil, no Brasil, verifica-se que a falta de conhecimento e o excesso de campanhas publicitárias infantis são os entraves mais agravantes. Nesse sentido, convém analisar as razões que tornaram essa problemática existente.

Em primeiro lugar, cabe abordar que o público infantil é o mais vulnerável às propagandas, visto que não possuem maturidade suficiente para lidar com elas, sendo constantemente explorados por veículos de comunicação. Nessa perspectiva, o filósofo alemão Karl Marx define que os meios de comunicação em massa - liderados pelos interesses burgueses que buscam incansavelmente o lucro, controlando o comportamento social e influenciando o pensamento, causando ao indivíduo à necessidade constante do consumo. Logo, essa recorrente busca pela riqueza ultrapassa valores éticos e morais.

Ademais, outro fator a salientar é a falta de informação no que tange à pedagogia alimentar. Haja vista, que os seus familiares não o ensinaram a gerir o consumo de alimentos nutritivos como eles também não sabiam como reger o mesmo. Diante disso, cabe citar o pensamento do escritor estadunidense Charles Duhigg - presente no livro “O Poder do hábito” -, “Os hábitos funcionam em uma sequência previsível”, ou seja, o indivíduo reproduz em sua vida aquilo que vivencia no cotidiano, como no seu dia a dia não o explicaram os benefícios de uma alimentação equilibrada, a criança pode se tornar obesa. Visto isso, a Organização Mundial da Saúde (OMS), divulgou dados que estimam que 41 milhões de crianças com menos de 5 anos estejam acima do peso – número que engloba tanto países desenvolvidos como àqueles em desenvolvimento. Mostrando-se, assim, a necessidade urgente de implementar a reeducação alimentar na vida de crianças brasileiras.

Portanto, faz-se imprescindível a tomada de medidas atenuantes ao abordado. Posto isso, cabe ao Estado, mediante ao Ministério da Educação, a criação de um plano educacional que vise elucidar as crianças quanto a importância de uma alimentação saudável. Tal projeto deve ser instrumentalizado na oferta de palestras e aulas práticas sobre os malefícios da obesidade infantil, mediadas por nutricionistas, objetivando a reeducação alimentar. Espera-se, com essa medida, que a cultura de refeições nutritivas sejam presentes no Brasil.