Desafios do combate à obesidade infantil

Enviada em 18/05/2020

A Constituição de 1988 assegura à crianças e adolescentes saúde e alimentação de qualidade. Contudo, os altos índices de obesidade infantil no Brasil apontados pelo Ministério da Saúde demonstram que tais direitos não são efetivados. Dessa forma, seja pela intensa carga de trabalho dos pais ou pelo uso massivo de propagandas, a obesidade em crianças se torna um desafio.

Na visão de Aristóteles, a família e a cidade são suficientes para satisfazer as necessidades básicas do ser humano. No entanto, em pleno século XXI, a atual rotina das metrópoles caracterizam uma crescente falta de tempo dos pais, o que impossibilita a concretização da visão de Aristóteles. Pois, é oferecido a crianças alimentos que demandam menor tempo de preparo, e majoritariamente, são os ultra processados, macarrões instantâneos e fast foods, os quais apresentam baixos índices de nutrientes e são responsáveis pelo rápido ganho de gordura.

Atrelado à isso, pode-se inferir que o sistema capitalista usufrui da falta de criticidade dos pequenos e da ausência dos responsáveis, para assim, lucrar sobre essa parcela. Pois, as propagandas chamativas, o uso de personagens infantis reduzem os produtos à sua embalagem. Desse modo, por não conhecerem os malefícios e possuir pais sempre propensos a satisfazer os filhos, as crianças ingerem esses alimentos.

Portanto, para que os pensamentos de Aristóteles esteja correlacionado com a sociedade atual, é necessário ação. Para que as crianças possuam uma melhor saúde e alimentação, satisfazendo a Constituição de 1988, os responsáveis por meio da organização de cronogramas alimentares que possam ser cumpridos em rotinas corridas, devem inserir alimentos saudáveis para estes, preparando-os anteriormente. Já os Conselhos Municipais da Criança e do Adolescente, devem, em conjunto, por meio de reuniões e abaixo assinados buscarem um maior controle sob as propagandas.