Desafios do combate à obesidade infantil

Enviada em 28/05/2020

A partir dos primórdios do século XXI, com a consolidação do sistema capitalista no mundo ocidental, o ritmo de vida tornou-se acelerado mediante ao modelo meritocrático vigente, incluindo assim a mudança nos hábitos alimentares, os quais tiveram sua importância atenuada pela sociedade. Portanto, tais alterações provocaram o imbróglio da obesidade, principalmente nas crianças,as quais são mais suscetíveis à transformações comportamentais, enfrentando desafios no seu combate, devido ao aumento da velocidade cotidiana e à intensa propaganda midiática destinada ao público infantil para o consumo de alimentos industrializados.

Mormente, é imperioso destacar que, com a advento da globalização nas sociedades capitalistas, o mercado de trabalho tornou-se extremamente competitivo por intermédio de um sistema baseado na meritocracia e na alienação trabalhista, a qual segundo o sociólogo Karl Marx, torna  trabalho dos indivíduos descartável para o patrão, necessitando de constante inovação. Desse modo, em quadro obstinado à recriação incessante, faz-se imprescindível a aceleração do ritmo de vida de toda população, principalmente das crianças, as quais são afetadas pela falta de tempo dos pais mediante à esse quadro, e não obtém a dedicação destes para suas alimentações. Assim sendo, a  obesidade infantil aumentou 60% nos últimos dez anos, segundo a Organização Mundial da Saúde, comprovando que o ritmo de vida globalizado influencia negativamente na vida das crianças.

Outrossim, a modernidade é pautada em determinações impostas pela Indústria Cultural, a qual foi uma ideia formulada pelo sociólogo Theodor Adorno e afirma o poder exacerbado da mídia em influenciar os indivíduos, principalmente as crianças, a consumirem e obterem o que é preestabelecido. Por conseguinte, a imposição referida é a de um grande consumo de alimentos industrializados, mediante ao monopólio de restaurantes denominados “fast-food”(“comida rápida) no setor alimentício de muitos países, como os Estados Unidos, devido ao baixo preço ofertado para um produto relativamente bom. Ademais, a propaganda feita pela mídia para o consumo de tais alimentos associam elementos que atraem a atenção das crianças, como brinquedos que aderem ao lanche, aumentando o desejo do público infantil e, consequentemente, as taxas de obesidades, expostas em primeiro plano.

Destarte, torna-se necessário que a Organização Mundial da Saúde convoque os líderes dos países com maiores índices de obesidade no mundo para a discussão da pauta do combate da obesidade infantil, ofertando verbas monetárias para os países que mais reduzirem tal imbróglio a partir do maior incentivo à propagandas de alimentos saudáveis.Logo, tal ação terá a finalidade de diminuir a ação das propagandas de produtos industrializados, reduzindo a obesidade infantil.