Desafios do combate à obesidade infantil

Enviada em 29/05/2020

Na obra  “Modernidade Líquida”, do sociólogo Zygmunt Bauman, o mundo moderno é caracterizado como um conjunto de aceleradas e fluidas relações. Para acompanhar esse frenético ritmo da sociedade contemporânea, a alimentação foi negligenciada e a obesidade tornou-se um grande problema, acometendo, principalmente, as crianças. Fatores de ordem educacional, bem como econômica, caracterizam o caótico quadro de sobrepeso na infância.

Além disso, vale ressaltar a omissão do meio acadêmico quanto à má alimentação dos jovens. À guisa de Kant, o ser humano é tudo aquilo que a educação faz dele. As escolas brasileiras, entretanto, negligenciam a saúde dos estudantes ao não instruí-los sobre os riscos da obesidade e as formas de preveni-la. Como reflexo de uma população ignorante frente aos hábitos alimentares, 8,4% dos adolescentes são obesos e mais de 30% das crianças apresentam excesso de peso, segundo pesquisa do Ministério da Saúde.

Outrossim, essas mesmas autoridades possuem interesses financeiros na má alimentação dos brasileiros. Conforme Marx, em um mundo capitalizado, a busca pelo lucro ultrapassa valores éticos e morais. Nesse sentido,as grandes empresas vendem a imagem dos seus produtos atrelados à felicidade e à realização pessoal, quando, na maioria das vezes, essas mercadoria são responsáveis pela degradação da saúde do consumidor. Ainda, de acordo com dado da UnB, as propagandas dessas indústrias induzem a uma má alimentação e atingem fortemente o público infantil.

Portanto, mediante os argumentos supracitados, faz-se necessário que o Governo Federal, junto com o Ministério da Saúde possam criar leis que obriguem as empresas informarem sobre os valores nutricionais daquele alimento, as escolas instruindo os alunos por meio de palestras de conscientização, distribuição de cartilhas nutricionais dos alimentos, feito isso terá uma população instruída e diminuirá  casos de obesidade infantil.