Desafios do combate à obesidade infantil
Enviada em 30/05/2020
A obesidade infantil nas classes inferiores
Até o inicio de século XX, crianças com sobrepeso eram consideradas como as mais saudáveis, tendo em vista que a subnutrição naquele período era associada à vulnerabilidade imunológica. Porém, trazendo a questão para o contexto atual, esse paradigma deve ser desconstruído, pois há uma alta incidência de obesidade infantil, principalmente em populações mais carentes.
Antes de tudo, é necessário levar em consideração que as classes sociais mais baixas pouco conhecem sobre os valores nutricionais de uma refeição e seus benefícios ou malefícios. Ademais, é comum que refeições menos saudáveis sejam, financeiramente, mais acessíveis que as mais saudáveis, fato esse que resulta na inserção de diversos alimentos não recomendados à rotina alimentícia das crianças mais pobres, causando um grande desequilíbrio nutricional.
Dessa forma, a baixa qualidade alimentar aliado a pouca oportunidade de praticar exercícios faz com que essa seja a classe com maior propensão a a obesidade na infância. Uma a cada 3 crianças já são obesas, numero que, apesar de alarmante, tende a aumentar caso não aja esforço político para conscientizar a maior parte da população possível.
É necessário, portanto, que o Estado promova o acesso não só a educação sanitária mas também ao acompanhamento médico, ampliando o número de postos de saúde em comunidades carentes a fim de melhorar os hábitos alimentares da maior parcela da população brasileira.