Desafios do combate à obesidade infantil
Enviada em 02/06/2020
A Revolução Industrial caracterizou-se por um contexto histórico, no século XVIII, no qual se observou a substituição do trabalho artesanal pelo maquinário, o que promoveu o aumento da produção e, de modo paralelo, o consumo. Nesse sentido, hoje, com os desamparados desenvolvimentos técnico-científicos no setor de produção, sobretudo no setor alimentício, o consumo encontra-se em exponencial ascensão, principalmente ao se observar os alimentos industrialmente processados, que desencadeia o aumento da obesidade infantil no Brasil. Desse modo, a obesidade infantil em questão é prejudicial tanto à saúde física, quanto à mental do indivíduo.
Em primeira análise, deve-se salientar que as irreversíveis sequelas físicas no corpo do indivíduo, decorrentes do excessivo consumo de alimentos processados, é uma realidade brasileira. Isso é evidenciado, quando se observa o desregrado consumo de comidas industrializadas e gordurosas presentes na dieta dos infanto-juvenis em questão, em virtude de uma escassez de conhecimentos acerca de uma alimentação saudável e rica em nutrientes no currículo escolar. Por efeito, evidencia-se um alarmante aumento para o risco de problemas médicos, a exemplo de paradas cardíacas e hipertensão, acarretando, em um futuro próximo, uma realidade dolorosa. Sob esse prisma, Aristóteles também expressava a importância da Justa Medida, a qual deve-se buscar o equilíbrio das ações humanas, sem excesso ou escassez com vista a eudaimonia, o que contrasta a realidade apresentada, de consumo excessivo.
Ademais, cabe discutir que a problemática provoca severas consequências na capacidade de interação social de um indivíduo. Esse fato é comprovado, quando se observa o bullying no grupo em questão, excluindo indivíduos com características de sobrepeso, em função de um enraizado estereótipo contemporânea, o qual define um inalcançável e irreal ideal de beleza magro. Por conseguinte, notam-se danos para a saúde mental dos indivíduos, promovendo problemas de ansiedade e de socialização em meio à sociedade.
Torna-se evidente, portanto, que o sobrepeso dos jovens é nocivo ao desenvolvimento do indivíduo. Dessa forma, o Ministério da Educação deve promover a inclusão da temática, de modo aprofundado e didático, no currículo escolar brasileiro, por meio de palestras e debates, com o intuito de conscientizar os malefícios da doença. Somado a isso, a escola deve elaborar projetos de combate ao bullying, através de um treinamentos dos funcionários, a fim de proteger esse grupo e, assim, reduzir os impactos psicológicos.