Desafios do combate à obesidade infantil

Enviada em 23/06/2020

A alimentação é o processo pelo qual as pessoas obtém energia para sustentação de suas atividades vitais. No entanto, a ingestão em demasia e de comidas rápidas compromete o equilíbrio podendo levar a obesidade. Além disso, os meios de comunicação brasileiro confundem o discernimento dos pais na nutrição dos filhos.

Primeiramente vale ressaltar que a ingestão de “fast-foods” são prejudiciais à saúde, pois possuem enorme quantidade de conservantes e gorduras que comprometem o organismo, sobretudo para público infante que está em processo de formação do corpo. Além disso, a falta de exercícios físicos pelas crianças corroboram ainda mais para o surgimento de obesidade nesse público. No livro Sapiens o historiador Yuval Harari, explica que os homo sapiens deveriam empregar muito esforço para se alimentar e quando a conseguia se alimentava com o máximo disponível. Entretanto, na contemporaneidade os alimentos são mais abundantes e com pouca necessidade de esforços, consumindo assim mais do que o necessário para sua homeostase, causando problemas de saúde decorrentes como colesterol alto e diabetes.

Outro fator responsável, por ratificar o problema da obesidade infantil é a influência midiática, que defende pontos antagônicos em sua programação, pois, por um lado defende um corpo saudável e pelo outro apresenta propagandas de alimentos prejudiciais à saúde e ao bem-estar, essa dicotomia acaba confundindo os pais na alimentação de seus filhos. Além disso, há as estratégias de marketing que influenciam as pessoas a criarem hábitos visando a venda de um produto. De acordo o livro O Poder do Habito do escritor Duiggh, esse modo de propaganda faz com que os indivíduos repitam ações mecanicamente sem questionar o que está acontecendo. Assim crianças são levadas a manias de consumir um produto seja pelo comercial chamativo ou pelo jingle que repete na televisão constantemente.

Fica claro, portanto, que o caráter ambíguo das informações que são apresentadas e má formação da educação alimentar corroboram para a obesidade. Logo, cabe ao Ministério da Saúde desenvolver políticas públicas para o SUS ensinar as pessoas as melhores formas de nutrir seus filhos, para que esses tenham uma dieta equilibrada e acessível financeiramente. Bem como cabe ao Conar fiscalizar as propagandas apelativas formadoras de hábitos, pois alguns desses costumes além de prejudicar a saúde, onera gastos do Estado. Com isso será possível haver um combate a obesidade no Brasil.