Desafios do combate à obesidade infantil

Enviada em 09/07/2020

No século XIX, o gordo era visto como um ser de alta patente social e bastante atraente. Na contemporaneidade, o excesso de gordura corporal também tornou-se corriqueiro, de modo que parte dos cidadãos brasileiros aderem a um consumo alimentício exacerbado de lipídios, que diferentemente do século retrógrado, hoje, a obesidade, em especial aos infantes, tornou-se um desafio de saúde. Para isso, a mudança nos hábitos nutritivos e o incentivo da indústria de alimentos favorecem esse quadro.

Primeiramente, a sociedade vem colocando em suas residências uma comida bem distante de critérios orgânicos. Trata-se de um população voltada ao consumo de carboidratos, os quais, por vezes, são oferecidos a bebês a fim de substituir o leite materno—, seja pela falta de ajuda familiar nas tarefas domésticas—, ou da mãe ocupada demais com o emprego. Sem saber, essas pessoas induzem seus filhos, sem discernimento para compreender esse fenômeno, a uma vida associado à obtenção de alimentos supercalóricos, como biscoitos, similar à fala do filósofo Rousseau, o qual dizia ser o homem um produto do seu meio. A consequência disso é um indivíduo futuramente com doenças cardiovascular e hipertensão, o que traz sérios entraves ao sobrepeso nos infantes.

Segundamente, as fábricas alimentícias impulsionam esse caos. Isso porque, mesmo se o pai recusar conceder mercadorias industriais aos seus filhos as empresas promovem, como alternativa, propagandas de, por exemplo, comprar um skilho em troca de brindes. Assim, a autoridade do pai acaba sendo retardada, pois os filhos, fascinados pelos presentes, choram por esses objetos e o pai não vê outra possibilidade se não em fornecer o pedido. Como resultado, cria-se uma civilização mais consumista, aumento do desmatamento provocado pelo agricultura e uma geração que vai colapsar, ainda mais, o sistema de saúde com embargos psicossociais de bullying, por causa do excesso de peso. Segundo dados da Sociedade Brasileira de Neurologia, o Brasil terá mais de 10 milhões de crianças presas à obesidade. Logo, mostra-se os empecilhos da luta contra o ganho de gordura.

Destarte, é fulcral o controle do ganho de massa no país. Nesse caso, urge que o Ministério da Saúde promova campanhas de educação nutricional na seara midiática, por meio de especialistas que expliquem sobre como a falta do leite materno pode suscitar o sobrepeso, dar dicas de como organiza-se entre o trabalho e o neném, com anúncios nas televisões ensinando a usar aplicativos para marcar e comprometer-se com esse quesito. Tal iniciativa deve ainda buscar ajuda de escolas, a fim de adquirir dados da massa dos alunos para criar dietas orgânicas, com auxílio profissional para incentivar os pais a comprometer-se com essa prática, mostrando, em cartilhas e cartazes sobrepostos em imagens de super-heróis, quais alimentos são mais nutritivos. Nisso, torna-se-á o Brasil um país melhor.