Desafios do combate à obesidade infantil

Enviada em 13/07/2020

A Declaração Universal dos Direitos Humanos, DUDH, adota como fundamental o acesso a uma alimentação de qualidade. Nesse aspecto, hoje, aumentou-se o consumo alimentar da população, porém em grande quantidade de industrializados. Consequentemente, à medida em que esses produtos ampliam suas vendas, o nível de Doenças Crônicas não Transmissíveis - DCNT - elevam-se, como a obesidade. Tal problema torna-se mais delicado quando afeta o público infantil, sendo imperioso entender seus contribuintes, como a baixa instrução dos responsáveis legais sobre alimentação e a postura passiva do governo diante da indústria de alimentos.

Primeiramente, o desconhecimento de uma alimentação saudável, pelos pais, propícia a introdução de um mau hábito alimentar nas crianças, favorecendo a obesidade. De acordo com a nutrição, os primeiros dois anos de vida são de suma importância para desenvolver um jovem com boas práticas alimentares, e com menor risco de desenvolver o sobrepeso infantil. Dessa maneira, o governo produziu um guia alimentar para menores de dois anos, contudo, poucos pais têm conhecimento dele e ofertam comidas prejudiciais à saúde dos seus filhos. Logo, enquanto os responsáveis estiverem desinformados sobre a nutrição infantil, a incidência da obesidade nesse público aumentará.

Ademais, as baixas ações governamentais frente à indústria alimentícia induzem a uma prevalência da obesidade infantil. Esse setor industrial é de grande importância para a economia nacional. No entanto, a partir dos anos 90 foram implementadas medidas que diminuíam o poder dessa indústria sobre o indivíduo, como proibição de comerciais que associassem produtos ultraprocessados a saudáveis. A população, infelizmente, ainda é influenciada negativamente e o governo tarda em agir. Corrobora tal fato, a ANVISA discutir, desde 2017, a respeito da mudança de rotulagem - para melhor alertar o consumidor - e o projeto não ser implementado, até os dias atuais, por persuasão da indústria. Nota-se, pois, que o governo necessita ser incisivo em suas medidas para diminuir o consumo desses alimentos nos lares, o que gerará menor oferta às crianças e atenuação da taxa de obesidade infantil.

Medidas, portanto, para minimizar o impacto dos pais e do governo na taxa de obesidade infantil, são necessárias. Assim, as maternidades, tanto públicas quanto privadas, devem realizar uma educação nutricional com os pais, por meio do diálogo com o nutricionista antes da alta médica e o fornecimento de uma cópia impressa do Guia Alimentar para Menores de Dois Anos, com o afã de formarem pais conscientes da alimentação de seus filhos. Além disso, o Governo Federal necessita regulamentar a nova rotulação de alimentos, por meio da ANVISA, a fim de diminuir o consumo desses alimentos pelas crianças. Com isso, diminuirá a obesidade infantil e alimentação será como a DUDH.