Desafios do combate à obesidade infantil
Enviada em 17/07/2020
Para o filósofo francês, Jean Paul Sartre, o ser humano é livre e responsável; cabe a ele escolher seu modo de agir. Essa visão, embora correta, infelizmente, não abrange todo o hodierno cenário global, posto que há dificuldade para combater a obesidade infantil, sendo, as crianças, influenciadas pelos pais e pela mídia a consumirem mais alimentos industrializados e não os estimulando a praticar exercícios físicos. Isso ocorre, tanto em função da desigualdade social, como também pela inação das esferas governamentais para conter esse dilema. Diante disso, é imprescindível conhecer e discutir os diversos estigmas dessa problemática, na propensão de solucioná-la.
Em primeiro lugar, destaca-se a concentração de renda como impulsionador do problema. Segundo o Barão de Itararé, os homens nascem iguais, mas no dia seguinte já são diferentes. Nesse sentido, observa-se que a sociedade é dividida entre os que possuem mais benefícios, por causa de sua condição financeira, e os que não possuem tal privilégio. Como consequência dessa divisão, há quem não dispõe de tempo nem capital para manter uma rotina saudável, com exercícios e alimentação regulada, pois é necessário ampla informatividade prévia para adquirir tal prática.
Outrossim, é indubitável que a questão constitucional e a sua aplicação estejam entre as causas do problema. Segundo o filósofo grego Aristóteles, a política deve ser utilizada de modo que, por meio da justiça, o equilíbrio seja alcançado na sociedade. De maneira análoga é possível perceber que, a inação das autoridades políticas rompem essa harmonia, haja vista que não contribuem com uma distribuição justa de alimentos, pois em muitas regiões, alimentos industrializados são de baixo custo, incentivando seu consumo, já os saudáveis são menos acessíveis por seus altos preços.
Portanto, medidas são necessárias para resolver o impasse. O Ministério da Saúde em conjunto com o Ministério da Educação, devem propor a criação de uma nova matéria para a grade curricular do Ensino Fundamental: Educação Alimentar. Por meio de um projeto de lei entregue à Câmara dos Deputados. Tal matéria deve ser obrigatória em todas escolas brasileiras. Além disso, autoridades políticas devem levar a todos municípios atividades gratuitas que melhorem o condicionamento físico da população e incentivar a valorização de alimentos saudáveis por meio de campanhas e debates. Essas medidas servirão para garantir que as pessoas tornem-se mais conscientes com sua alimentação e priorize a saúde.