Desafios do combate à obesidade infantil

Enviada em 18/07/2020

Na obra “Utopia”, do escritor inglês Thomas More, é retratada uma sociedade perfeita, na qual corpo social padroniza-se pela ausência de conflitos. Conquanto, verifica-se, na contemporaneidade, que tais ideias apresentam-se de maneira oposta aos ideais expostos pelo autor, uma vez a obesidade infantil apresenta barreiras, as quais impedem que sejam concretizados os planos de More. Dessarte, percebe-se que a problemática possui raízes profundas na sociedade, não só pela baixa atuação do Governo no princípio e no desenvolvimento do empecilho, mas também em função das diversas doenças resultantes do sobrepeso.

Mormente, é fulcral destacar que o óbice em questão deve-se muito à baixa atuação do Governo, no que se concerne à elaboração de políticas públicas que visam o combate à obesidade infantil. Segundo um levantamento realizado pelo Ministério da Saúde (MS), uma em cada três crianças brasileiras entre 5 e 9 anos de idade está com excesso de peso. De acordo com o pensador Thomas More, o Estado é responsável por garantir o bem-estar da população, todavia, analisando os fatos supracitados, torna-se notório que isso não ocorre no Brasil. Diante disso, faz-se mister que ocorra uma reformulação dessa postura estatal de forma urgente.

Outrossim, é imperativo pontuar que a problemática torna-se ainda mais preocupante em função das consequências resultantes da mesma, uma vez que a obesidade infantil provoca diversas doenças que podem perdurar por toda a vida. Paralelo a isso, foi dito pela nutricionista Mariana  Ravagnolli, “Pela primeira vez na história, as crianças têm uma expectativa de vida menor que a de seus pais por conta de uma alimentação inadequada”. Nesse contexto torna-se fundamental que sejam implantadas medidas que combatam veementemente o imbróglio.

Portanto, são necessárias medidas para mitigar a situação atual. Para tanto, o Governo Federal deve promover melhorias na acessibilidade de academias públicas e, em conjunto com nutricionistas, estabelecer um preço mais acessível para que ocorra um acompanhamento de nutricionistas desde a formação do indivíduo, isso deve ser feito por meio de verbas governamentais investidas em clínicas especializadas e na propagação de informações acerca de hábitos saudáveis e de atividades físicas. Ademais, a mídia como um todo deve promover, em nível mundial, palestras educacionais por meio do ambiente virtual, os cursos deverão ocorrer gratuitamente com profissionais capacitados, a finalidade de tal efeito encontra-se em diminuir o percentual de casos e proporcionar consciência coletiva. Assim, a obesidade infantil será combatida e o caos resultante desse ato sofrerá grandes perdas.