Desafios do combate à obesidade infantil
Enviada em 24/07/2020
A obesidade infantil é uma doença crônica caracterizada pelo excesso de peso proveniente do acúmulo de gordura corporal. Essa disfunção está presente na vida de 21,8% das crianças no Brasil, segundo OMS, podendo ser ocasionada pela falta de atividade física e por uma alimentação inadequada.
Em primeira análise, o sedentarismo é uma das pricipais causas da obesidade infantil. Atualmente, o descaso e a falta de interesse pelas atividades físicas está associado, principalmente, pela preferência, por parte desses jovens, à “exposição às telas” como os vídeo-games. Consoante a um trabalho realizado na Cidade do México, no qual foi encontrado um aumento de 12% ao risco de desenvolvimento de obesidade para cada uma hora por dia na frente da TV, é imprescindível o incentivo ao esporte, para que assim como o sobrepeso, outras complicações sejam poupadas.
Em segunda análise, o consumo de alimentos industrializados, ultraprocessados, e sobretudo, com alta taxa glicêmica, contribuem diretamente para o ganho de gordura, assim como o desenvolvimento de diabetes e pressão alta, segundo a Organização Mundial da Saúde. À vista disso, uma alimentação baseada em um cardápio, elaborado por um nutricionista, contribui para que esses jovens possam chegar a vida de adulta de forma sadia.
Portanto, é necessário que a OMS juntamente a entidades como a ABESO (Associação Brasileira para o estudo da Obesidade e da Síndrome Metabólica), crie programas de incentivo à uma vida saudável, por meio de campanhas que devem ser divulgadas principalmente nas instituições de ensino, com o intuito de informar e conscientizar a família desses jovens e a população em geral, em relação aos riscos que essa doença apresenta, e evidenciar a necessidade de uma boa alimentação aliada à prática constante de exercícios. Dessa forma, a obesidade infantil deixará de fazer parte do cenário social brasileiro.