Desafios do combate à obesidade infantil

Enviada em 07/08/2020

Na refilmagem do clássico “A Fantástica Fábrica de Chocolate”, estreado em 2005, é retratada a história de cinco crianças que foram sorteadas por uma promoção, e Augustus Gloop é o único garoto que possui um alto sobrepeso na trama. Entretanto, fora da ficção, o desafio do combate à obesidade infantil é preocupante também na sociedade brasileira, sendo gerada não só pelos altos índices de consumismo exacerbado, mas também pela falta de informações sobre uma má alimentação e seus riscos futuros. Nessa lógica, para que o problema do peso excessivo na infância seja combatido, são necessárias medidas governamentais e educacionais.

Em primeiro lugar, o consumismo exacerbado é fruto de conflitos históricos por ideologias diferentes entre blocos econômicos. Sob tal ótica, durante a Guerra Fria, o capitalismo norte-americano, através de um estilo de vida conhecido por “American way of life”, que propagou mundialmente aos cidadãos que a felicidade era garantida pelo hábito de consumir e não pela qualidade do produto. Analogamente, com o passar dos anos, no Brasil, essa idéia ainda se perpetua intensamente, transparecendo, através de redes sociais e propagandas televisivas, uma nociva padronização exacerbada de consumo que atinge cada vez mais a alimentação de muitas crianças, na qual lanches e derivados calóricos são mais barateados e rápidos de adquirir no dia-a-dia. Em síntese, o consumo de produtos poucos nutritivos proporciona crianças e futuros cidadãos com uma saúde fragilizada.

De outra parte, a falta de conhecimento sobre uma má alimentação na infância gera possíveis doenças. De acordo com a Carta Magna de 1988, no seu artigo 196, é previsto o direito ao acesso universal à saúde e à redução de possíveis riscos de doenças. Similarmente, o cumprimento dessa lei na prática é falho, visto que as poucas ações do Poder Público em fornecer as devidas informações por intermédio de ações educacionais para promover o bem-estar de crianças, e evitar o surgimento de doenças como o sedentarismo e hipertensão são inexistentes. Dessa forma, enquanto o papel da Constituição não for executado, o país permanecerá em um baixo crescimento na saúde.

É evidente, portanto, a utilidade de combater a obesidade infantil no Brasil.Logo, os Ministérios da Saúde e Educação, órgãos que buscam o bem-estar social, devem realizar projetos alimentares em instituições de ensino, com a participação de profissionais nas áreas da saúde e do esporte com atividades interativas, agregando à grade escolar, com a intenção de trabalharem e mostrarem para as crianças e seus responsáveis que o adequado consumo de alimentos e práticas de esportes, promoverá uma vida mais saudável diminuindo, assim, os casos de doenças generativas. Sendo assim, o impasse do sobrepeso na infância será solucionado e a realidade de Augustus Gloop será oposta no país.