Desafios do combate à obesidade infantil
Enviada em 04/09/2020
A Revolução industrial, assim como o advento das tecnologias na sociedade contemporânea, ocasionou mudanças comportamentais, dentre as quais pode-se destacar o consumo de alimentos ultraprocessados. Nesse contexto, as implicações desse panorama são vistas nos desafios para o combate à obesidade infantil, visto que esse grupo é significantemente impactado pelas mudanças da geração tecnológica. Diante disso, torna-se evidente que um estilo de vida sedentário, bem como a negligência familiar, constituem-se como a gênese do problema.
A princípio, é válido ressaltar que de acordo com a Organização Mundial da Saúde( OMS), um dos principais fatores responsáveis pela obesidade é o sedentarismo. Esse se caracteriza pela falta de atividade física, alimentação rica em açúcares e gorduras e, consequentemente, influencia de maneira nociva na qualidade de vida do indivíduo. Nesse prisma, segundo o site BBC News, as crianças e os adolescentes compõem grupo altamente vulnerável no quesito sedentarismo e acomodação, visto que esses têm um contato, cada vez mais precoce com alimentos ultraprocessados que podem atrapalhar o processo natural de desenvolvimento dos menores. Sob esse viés, a tecnologia pode ser uma aliada no combate à obesidade, ao possibilitar o acesso a informação sobre cuidados com a saúde, ou ainda pode ser a causa do sedentarismo e da má alimentação, uma vez que ao ter um maior número de opções como celulares e computadores, a criança passa mais tempo nesses entretenimentos e negligencia a prática de brincadeiras e exercícios físicos.
Além disso, a família possue um papel relevante na orientação e seleção de uma alimentação mais saudável para as crianças. Sob a perspectiva sociológica de Talcott Parsons a família é a máquina da personalidade humana, sendo as ações dos jovens o reflexo das orientações recebidas no âmbito familiar. À vista de tais preceitos, nem sempre os pais são exemplares para os menores, aderindo também a maus hábitos alimentares e influenciando negativamente no comportamento alimentar dos infantes. Assim, é notável que a contribuição dos responsáveis é fundamental para que as crianças sejam educadas a cuidar da saúde, afim de evitar a obesidade e suas implicações.
Depreende-se, portanto, que a obesidade infantil é um impasse que suscita de supressão. Para isso é imperativo que a escola, instituição fundamental na formação do pensamento crítico, aborde nas diversas disciplinas a importância de uma alimentação saudável e da prática de atividades físicas. Por meio da inserção, nas aulas, dos assuntos transversais propostos na Base Comum Curricular, a exemplo dos temas que tratam de saúde e autocuidado. Com isso, tem-se o objetivo de conscientizar as crianças a desenvolverem um comportamento mais saudável e livre do sedentarismo.