Desafios do combate à obesidade infantil

Enviada em 17/09/2020

O século XXI é marcado por enormes avanços tecnológicos e científicos, resultando em uma sociedade moderna completamente acelerada que busca por praticidade em todas as coisas, até mesmo na alimentação. Bem diferente dos costumes dos séculos anteriores, no qual a sociedade se alimentava basicamente de produtos oriundos da terra e super saudáveis, como as raízes, cereais e folhas. No entanto, essa praticidade alimentar da sociedade atual afeta a saúde de todos, principalmente das crianças e jovens que crescem sem referência de uma boa alimentação, levando-os a obesidade e a outras doenças metabólicas.

Em primeira análise, é válido mencionar que a alimentação de uma criança é diretamente influenciada pela alimentação e costumes dos pais e da família que com ela convive. Portanto, é necessário que desde a introdução alimentar seja criado o hábito de consumo apenas de alimentos saudáveis, como os legumes, verduras e frutas. Porém, essa não é a realidade de muitas famílias brasileiras e a busca pela praticidade se baseia em produtos embutidos, enlatados, massas, biscoitos e muito doce, influenciando assim o desenvolvimento da obesidade infantil. Segundo o Ministério da saúde, 1 a cada 3 crianças brasileiras de 5 a 9 anos são obesas e estima-se que até 2025 serão 11,3 milhões de crianças com obesidade no país.

É válido lembrar também, que a industria alimentícia tem buscado cada vez mais agradar o paladar infantil, ou mesmo chamar a atenção dos pequenos por meio das embalagens super coloridas e estampadas com personagens animados. Entretanto, grande parte dessas empresas não estão preocupadas com a qualidade e bem estar que o produto irá oferecer, e sim no lucro que irá gerar com a grande quantidade de venda. Nesse sentido, os produtos só oferecem enorme quantidade de açúcar e um combo de doenças metabólicas logo na infância, tendo em vista que o consumo excessivo de açúcar e carboidratos leva ao aumento da glicose no sangue, podendo levar ao quadro de diabetes tipo II e a dislipidemia - aumento do colesterol, segundo a OMS - Organização Mundial de Saúde.

Portanto, é nítido o desafio do combate a obesidade infantil. Dessa forma, são necessárias medidas informativas para a população. É preciso que o Ministério da Saúde promova campanhas que alertem o quão prejudicial é a obesidade infantil e informem a importância dos hábitos saudáveis desde a primeira infância, por meio de canais de informação e com a participação de formadores de opinião, como o médico Drauzio Varella. Além disso, é preciso que o Poder Legislativo juntamente com o Judiciário crie e execute leis que controlem a qualidade dos produtos alimentícios que chegam ao mercado, principalmente aqueles voltados ao público infantil.