Desafios do combate à obesidade infantil

Enviada em 01/10/2020

Na obra “Utopia”, do escritor inglês Thomas More, é retratada uma sociedade perfeita, na qual o corpo social padroniza-se pela ausência de conflitos e problemas. No entanto, o que se observa na realidade contemporânea é o oposto do que o autor prega, uma vez que a obesidade infantil apresenta barreiras, as quais dificultam a concretização dos planos de More. Esse cenário é fruto tanto da falta de apoio escolar, quanto da grande ingestão de alimentos pobres em valores nutricionais. Portanto, para combater a obesidade infantil, é necessário a implementação de atividades didáticas escolares sobre alimentação saudável entre as crianças.

Primeiramente, é fulcral pontuar que a educação é o fator principal no desenvolvimento de um país. Ocupando a nona posição na economia mundial, seria racional acreditar que o Brasil possui um sistema de ensino eficiente. Contudo, a realidade é justamente o oposto e o resultado desse contraste é refletido no índice crescente de obesidade infantil. Uma pesquisa realizada pelo IBGE mostra que as crianças entre cinco e nove anos representam 36,6% dos 40% dos brasileiros acima do peso. Assim, mesmo sendo minoria, muitos estados e cidades do Brasil aprovaram leis, sobre o que podia e o que não podia ser oferecido na cantina das escolas como uma tentativa de evitar a obesidade infantil a partir do exagero de produtos industrializados e muito calórico. No entanto, para o filósofo Thomas Hobbes diz que a vida em sociedade só é possível devido a um pacto que os seres humanos precisam estabelecer.

Outrossim, é válido ressaltar que uma alimentação calculada com todos os nutrientes necessários  é essencial para a vida saudável. Porém o que se observa em grande maioria na contemporaneidade é o contrário do que seria saudável. Com a globalização e a grande acensão dos “fast foods”, pela agitação das metrópoles fez com que grande parte da população optasse por estes, por serem refeições práticas não atrapalhando o dia a dia, entretanto, esse tipo de alimentação possui níveis nutricionais muito abaixo do ideal, além de que pode ser letal à saúde uma vez que a grande quantidade de gordura saturada e ingredientes artificiais são utilizados no preparo e que junto a obesidade gera problemas como diabete e doenças cardiovasculares.

Infere-se, portanto, que ainda há entraves para o combate da obesidade infantil. Dessa maneira, o Ministério da Educação em parceria com profissionais da área da nutrição, deve propor nas escolas atividades de manedidáticas para as crianças sobre os alimentos e os benefícios para a saúde, com o intuito de que desde a infância elas possam fazer a escolha alimentar de maneira correta para não serem reféns da obesidade. Somente assim seria possível combater a obesidade infantil.