Desafios do combate à obesidade infantil
Enviada em 02/10/2020
A animação “Wall-E”, narra um futuro distópico onde a Terra está inabitada devido ao excesso de lixo gerado pela humanidade. Na trama, os humanos sequer conseguem andar por conta de seu peso, tendo que usar máquinas para se locomover. Analogamente, a situação da obesidade infantil no Brasil apresenta semelhanças com o filme que precisam urgentemente serem evitadas. Esse cenário obnóxio é fruto de uma influência midiática no quadro do consumo brasileiro e, também, ao fato de que, hodiernamente, a tecnologia está substituindo atividades saudáveis exercidas pelas crianças.
A priori, vale pontuar que o consumismo está intrinsecamente ligado à inúmeras problemáticas no século XXI, e com a obesidade, isso não seria diferente. Evidencia-se o supracitado no pensamento do filósofo Zygmunt Bauman: “Penso, logo consumo”, ou seja, a tendência do ser humano é consumir. Com isso, o hábito de comer alimentos que não são saudáveis se apresenta como um agravante disso, haja vista que embora muitas das vezes já se possua comida em casa ou de fácil acesso, prefere-se a compra de um “fast food”, por exemplo, saciando assim o desejo de comer, e substancialmente, o de comprar.
Outrossim, deve-se analisar o papel da tecnologia como promotora do empecilho da obesidade no Brasil, visto que ela é responsável por evitar relações sociais, o que leva a criança a ficar em casa um maior período de tempo usando a internet ou o celular. Nesse caso, assim como acontece no filme da “Pixar”, o vício em aparatos tecnológicos estorva o panorama infantil, visto que pode-se observar vagarosamente o desaparecimento de costumes de outras gerações, como: brincar na rua ou praticar algum esporte. Dessa forma, com a prática de exercício diminuta, a estimulação do jovem a viver uma vida saudável deve ser feita de imediato para que não corra risco de complicações futuramente.
Portanto, para mitigar danos maiores no panorama da obesidade, as instituições escolares e a família, como órgãos responsáveis por moldar indivíduos, devem ministrar e aconselhar as crianças acerca da alimentação saudável e suas consequências, por meio de aulas, seminários ou de conversas particulares, para que fiquem atentos e possam entender os malefícios e evitar esse mal por completo. Ademais, cabe ao Ministério da Cidadania, estimular a prática de exercícios da população, por intermédio da construção de academias e quadras comunitárias, a fim de incentivar uma cultura saudável e de acesso democrático a todos. Assim, com essas iniciativas, a realidade obnóxia apresentada em “Wall-E” não passe de uma crítica social ultrapassada.