Desafios do combate à obesidade infantil

Enviada em 07/10/2020

O período Renascentista trouxe consigo concepções sociais diferentes das atuais, dentre elas o padrão corporal, em que retratava o sobrepeso como símbolo de fartura. Nesse sentido, mesmo com as mudanças de ideias e comportamentos na sociedade para com cuidados com a saúde, a parcela infanto vem aumentando os índices de obesidade, o que vai de encontro com a qualidade de vida futura e se mostra como um desafio a ser superado. Assim, é necessário compreender como esse estado mórbido surge a partir da criação e as futuras consequências as esses indivíduos.

Em primeiro plano, vale ressaltar que o sujeito na menoridade tem grande influência das pessoas que o cercam. Nesse viés, o artigo “Violência Epidêmica” do Dr. Dráuzio Varella, expõe que durante a infância grande parte do desenvolvimento é feito por imitação, ou seja, ao ver, por exemplo, seus pais tendo uma vida sedentária, sem prática de atividades físicas e não se alimentando de forma adequada e saudável, a criança será induzida a tomar atitudes semelhantes. Desse modo, se projeta já na fase infanto um futuro adulto com sérios problemas de saúde e direcionado a perpetuar essas práticas que se constituem dentro da obesidade.

Por conseguinte, essa problemática acarreta diversas doenças fisiológicas e psicológicas no sujeito. Sob tal ótica, o desenvolvimento de enfermidades, como diabetes, problemas vasculares, desgaste excessivo das articulações, depressão e queda na autoestima da criança, convergem em complicadores da boa qualidade de vida, além de dificultarem o bom crescimento da criança. Posto isso, a nutricionista Mariana Ravagnolli afirma que pela primeira vez na história, as crianças possuem uma expectativa de vida menor do que os pais, desse modo, percebe-se que é necessário a tomada de atitudes para a reversão desse quadro.

Diante do exposto, é evidente que a questão da obesidade infantil exige o compartilhamento de responsabilidades com respostas sistêmicas. Assim, cabe aos pais – pilar de formação do indivíduo -, por meio da adoção de hábitos e comportamentos saudáveis, estimular a criança a praticar atividades físicas, incorporar bons costumes alimentares e incentivar a perpetuação dessas ações, a fim de que se consolide nesse sujeito em formação um futuro adulto sadio. Dessa maneira, será possível divergir do estilo de fartura pregado no Renascimento e mitigar essa mazela atual.