Desafios do combate à obesidade infantil

Enviada em 19/12/2020

A Constituição Federal de 1988 garante, de acordo com o Art-6 o direito a saúde como inerente a todo cidadão brasileiro. No entanto, a sociedade se mostra distante do que impõe a norma constitucional, visto que ainda existe muitos desafios para combater a obesidade infantil. Nessa perspectiva, seja pela má alimentação, seja pela influência midiática, o descaso com a obesidade continua afetando de forma negativa o cotidiano das crianças e dos adolescentes.

Em primeira análise, é fundamental pontuar que a má alimentação é a principal responsável pelo aumento da massa corporal infantil. Segundo dados do Ministério da Saúde, uma em cada três crianças brasileiras entre cinco e nove anos está com excesso de peso. A partir desses dados, é possível perceber como existe muitas crianças obesas, atualmente, e esse aumento de gordura corporal deriva da má alimentação em casa e na escola, onde essas crianças deveriam ser instruídas a se alimentarem de forma balanceada e com menos valores calóricos, porém, em vez disso, é observado o aumento do número de alimentos industrializados devido falta de intervenção familiar e escolar. Desse modo, faz-se necessária a mudança de postura dos pais em inserir comidas saudáveis na dieta de seus filhos.

Ademais, é imperativo ressaltar a influência da mídia como a gente influenciadora da obesidade infantil no Brasil. De acordo com dados da Fundação Getúlio Vargas, uma criança passa mais tempo em frente a televisão do que na escola. Diante de tal exposto, é visto como a mídia tem um grande papel na vida das crianças, visto que elas passam grande parte do seu dia a dia consumindo seus conteúdos e como essa influência também é percebida na alimentação, devido ao grande número de anúncios de fast food e comidas industrializadas representadas como forma de felicidade, dessa forma,essas crianças tendem a quererem comprar esses produtos contribuindo assim para a obesidade infantil.

Portanto, é mister a adoção medidas que possam contribuir para a redução no número de casos de obesidade infantil no Brasil. Nesse sentido, cabe ao Ministério da Saúde, por meio de verbas governamentais, contratar um nutricionista para cada centro de ensino, onde serão feitas mudanças nos cardápios das merendas escolares com a inclusão de alimentos mais saudáveis, como frutas, legumes e verduras; além disso, todos os alunos terão direito a uma consulta mensal com a participação de seus pais, que será responsável por auxiliar essas famílias a como construir uma dieta saudável e balanceada, para que assim, as crianças e adolescentes aprendam como se alimentarem de forma benigna para saúde. Com essa ação, os brasileiros verão o direito a saúde garantido pela Constituição como uma realidade para todos.